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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Patrício Almeida > O Segredo da Imortalidade Tropical: Como o Caos Genético Brasileiro Criou os Supercentenários Mais Resistentes do Mundo
Patrício Almeida

O Segredo da Imortalidade Tropical: Como o Caos Genético Brasileiro Criou os Supercentenários Mais Resistentes do Mundo

Patrício Almeida
Ultima atualização: 11 de janeiro de 2026 às 07:28
Por Patrício Almeida 11 horas atrás
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Epidemiologista e Professor Doutor em Engenharia Biomédica | Foto: Arquivo Pessoal
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No imaginário popular e nas mesas de bar, a busca pela juventude eterna geralmente envolve dietas rigorosas, pílulas mágicas ou, para os bilionários do Vale do Silício, transfusões de plasma duvidosas. Mas e se o segredo para ultrapassar a barreira dos 110 anos — com lucidez e saúde — não estiver em um laboratório high-tech na Califórnia, mas sim escondido no interior do Brasil, correndo nas veias de uma população que a ciência global ignorou por tempo demais?
Um novo e fascinante ponto de vista científico, publicado em janeiro de 2026 na prestigiada revista Genomic Psychiatry, sugere exatamente isso. Liderado pela renomada geneticista Dra. Mayana Zatz e sua equipe no Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, o estudo coloca o Brasil no epicentro de uma revolução na ciência da longevidade. A tese é audaciosa e brilhante: a nossa “bagunça” genética, fruto de séculos de miscigenação, pode ter criado uma classe de super-humanos biológicos capazes de resistir a doenças, pandemias e ao próprio tempo de uma forma que o resto do mundo homogêneo jamais conseguiria replicar.
O LABORATÓRIO ACIDENTAL: POR QUE O BRASIL?
Para entender a magnitude dessa descoberta, precisamos primeiro olhar para o mapa da ciência genômica mundial. Durante décadas, a grande maioria dos bancos de dados genéticos — as bibliotecas onde os cientistas procuram as causas de doenças e as chaves para a saúde — foi construída com base em populações brancas, europeias e geneticamente homogêneas. É como tentar entender a complexidade de toda a música mundial ouvindo apenas música clássica austríaca. Você entende a estrutura, mas perde o samba, o jazz e o ritmo.
Mateus Vidigal de Castro, pesquisador e primeiro autor do estudo, coloca o dedo na ferida: essa visão de túnel limitou o progresso da medicina. Ao focar em populações “puras”, perdemos variantes genéticas raras que só surgem quando povos distintos se misturam. E é aqui que o Brasil brilha.
Desde 1500, o Brasil tem sido um caldeirão biológico sem precedentes. A colonização portuguesa, a migração forçada e trágica de milhões de africanos escravizados, a presença dos povos originários indígenas e, mais tarde, as ondas de imigração japonesa e europeia criaram o que os cientistas chamam de “população altamente miscigenada”. Em termos leigos, o DNA brasileiro é uma colcha de retalhos caótica e maravilhosa.
Estudos iniciais com mais de 1.000 brasileiros acima de 60 anos já haviam revelado um tesouro: cerca de 2 milhões de variantes genéticas que a ciência mundial desconhecia. Quando olhamos apenas para os idosos, encontramos inserções de elementos móveis (pedaços de DNA que “saltam” e mudam de lugar) e alelos do sistema imunológico que simplesmente não existem nos bancos de dados globais. O Brasil não é apenas um país; geneticamente, é um universo paralelo.
SUPER-IDOSOS: QUANDO A IDADE É APENAS UM DETALHE
A equipe da Dra. Zatz não está apenas olhando para números em um computador; eles estão monitorando uma legião de titãs. O estudo longitudinal acompanha mais de 160 centenários. Dentre eles, brilha um grupo de elite: os supercentenários, indivíduos que ultrapassaram a barreira mítica dos 110 anos.
Essas pessoas desafiam a lógica médica. O grupo incluía a Irmã Inah, que foi reconhecida como a pessoa mais velha do mundo até seu falecimento em abril de 2025, aos impressionantes 116 anos. O Brasil também abriga os dois homens mais velhos do planeta — um feito estatístico notável, dado que as mulheres geralmente dominam as paradas de longevidade. Um desses senhores nos deixou aos 112 anos, enquanto o outro segue firme aos 113.
Mas o que torna esses brasileiros diferentes dos centenários de Okinawa, no Japão, ou da Sardenha, na Itália? A resiliência bruta. Muitos desses supercentenários brasileiros passaram a maior parte de suas vidas em áreas pobres, com pouco ou nenhum acesso à medicina moderna, saneamento básico de ponta ou as “superfoods” da moda. Eles não chegaram aos 110 anos graças ao sistema de saúde; eles chegaram lá apesar da falta dele. Isso sugere que a proteção que carregam não é externa, mas intrínseca. É biológica. É blindagem genética.
A DINASTIA DA LONGEVIDADE: É DE FAMÍLIA
Se você acha que chegar aos 100 anos é sorte, tente explicar uma família inteira que faz isso. O estudo destaca um caso que deixaria qualquer estatístico coçando a cabeça: uma mulher de 110 anos cujas sobrinhas têm 100, 104 e 106 anos. A sobrinha mais velha, agora com 106, ainda competia em campeonatos de natação quando tinha “apenas” 100 anos.
Isso confirma uma suspeita antiga da ciência: a longevidade extrema é um esporte de equipe familiar. Irmãos de centenários têm entre 5 a 17 vezes mais chances de atingir idades extremas do que a média da população. No entanto, o que o estudo brasileiro oferece é a chance de separar o que é genética do que é ambiente (epigenética). Como essas famílias muitas vezes compartilham o mesmo ambiente socioeconômico e os mesmos hábitos, os pesquisadores podem usar esses “clusters” familiares para isolar os genes da resiliência.
Dr. de Castro observa que investigar essas famílias raras oferece uma janela única para a “herança poligênica”. Não existe um único “gene de Matusalém”. É provável que seja uma orquestra de centenas de pequenas variações genéticas tocando em harmonia perfeita para proteger o corpo contra o desgaste do tempo.
A FORTALEZA IMUNOLÓGICA: SOBREVIVENDO AO IMPOSSÍVEL
Talvez a descoberta mais empolgante do estudo seja sobre como o sistema imunológico desses super-humanos funciona. O envelhecimento normal é acompanhado por um fenômeno chamado “imunossenescência” — o enfraquecimento gradual das nossas defesas, e o “inflammaging”, um estado de inflamação crônica que abre portas para câncer, Alzheimer e doenças cardíacas.
Os supercentenários brasileiros, no entanto, parecem ter ignorado esse memorando biológico. Suas células imunes mantêm sistemas de reciclagem de proteínas (autofagia) que funcionam com a eficiência de um jovem adulto. Imagine uma cidade onde o serviço de lixo e reciclagem nunca entra em greve, não importa há quanto tempo a cidade exista. É assim que as células deles operam, prevenindo o acúmulo de “lixo” tóxico celular.
Além disso, análises de célula única mostraram algo surpreendente: uma expansão incomum de células T CD4+ citotóxicas. Normalmente, essas células são os generais que coordenam a batalha, mas nos supercentenários, elas arregaçam as mangas e agem como soldados de infantaria (CD8+), atacando invasores diretamente. É uma adaptação evolutiva raríssima.
A prova de fogo dessa fortaleza imunológica veio em 2020, com a pandemia de COVID-19. Três dos supercentenários do estudo foram infectados pelo vírus original, antes da existência de vacinas. Pela lógica médica, eles deveriam ter sucumbido. Em vez disso, sobreviveram. Análises laboratoriais mostraram que seus corpos montaram uma resposta de anticorpos robusta e rápida, neutralizando um vírus que matou milhões de jovens saudáveis. Eles não apenas sobreviveram; eles humilharam o vírus.
GENÉTICA VS. ESTILO DE VIDA: O FIM DA DITADURA DA COUVE?
Aqui entra o toque de humor que a biologia às vezes nos permite. Quando estudamos centenários em outras partes do mundo, muitas vezes encontramos dietas rigorosas. A famosa dieta mediterrânea, rica em azeite e peixes, é frequentemente citada. Um estudo recente de uma supercentenária espanhola de 116 anos destacou sua dieta regrada.
Os brasileiros? Nem tanto. O estudo observa, com uma franqueza quase cômica, que diferentemente da colega espanhola, os supercentenários brasileiros “não relatam restrições alimentares”. Isso significa que muitos deles passaram a vida comendo o que estava disponível — feijoada, arroz, feijão, carne vermelha, gordura, açúcar. Não há relatos de suco verde ou jejum intermitente.
Isso não é um passe livre para comermos fast-food, mas sinaliza algo profundo: para atingir a longevidade extrema (acima dos 110), o estilo de vida saudável leva você até os 80 ou 90. Para passar dos 110, você precisa ter ganhado na loteria genética. A biologia desses indivíduos é tão robusta que consegue lidar com insultos dietéticos que matariam um mortal comum.
O TESOURO ESCONDIDO NO DNA MESTIÇO
O Brasil está sentado em cima de uma mina de ouro de dados. O estudo aponta que, ao sequenciar o genoma de uma supercentenária americana-espanhola, encontraram variantes raras em genes como HLA-DQB1 e IL7R. Mas o Brasil, com sua diversidade, tem o potencial de revelar milhares de outras variantes protetoras que só existem aqui.
A diversidade é a chave da sobrevivência. Populações homogêneas tendem a ter menos ferramentas genéticas para lidar com novas ameaças. A miscigenação brasileira, historicamente vista sob lentes sociológicas complexas e muitas vezes dolorosas, biologicamente criou um arsenal de defesa vasto. Variantes genéticas africanas que protegem contra certas infecções podem ter se combinado com variantes indígenas de resistência metabólica e genes europeus de resposta imune, criando perfis únicos.
Três dos dez homens mais velhos do mundo (validados) são brasileiros. Isso é estatisticamente bizarro. Homens morrem mais cedo que mulheres em quase todas as espécies de mamíferos. O fato de o Brasil produzir homens supercentenários sugere que há algo em nossa mistura genética que protege especificamente o sistema cardiovascular masculino, que costuma ser o calcanhar de Aquiles do gênero.
O FUTURO: O QUE PODEMOS APRENDER COM ELES?
A equipe da Dra. Zatz não quer apenas admirar esses idosos; eles querem engarrafar sua essência (metaforicamente). O próximo passo da pesquisa vai muito além de ler o DNA. Os cientistas estão criando modelos celulares — cultivando células desses supercentenários em laboratório — para testar como elas reagem a estresses, drogas e doenças em tempo real.
O objetivo final é a medicina de precisão. Se descobrirmos que uma variante genética específica protege o fígado da Irmã Inah de toxinas, poderemos desenvolver um medicamento que imite esse efeito para pessoas normais? Se entendermos como as células T do senhor de 113 anos atacam vírus, podemos criar novas imunoterapias para o câncer?
Além disso, há um apelo político e social no artigo. Os autores instam a comunidade científica internacional a parar de olhar apenas para o próprio umbigo (leia-se: populações europeias e norte-americanas). Financiar estudos em populações miscigenadas como a do Brasil não é caridade; é uma necessidade científica. A cura para o Alzheimer ou a chave para um envelhecimento saudável pode estar escondida no DNA de uma senhora no sertão da Bahia, e não em um banco de dados em Londres.
CONCLUSÃO: A VELHICE COMO ADAPTAÇÃO, NÃO COMO FIM
O que os supercentenários brasileiros nos ensinam é uma lição de redefinição. Estamos acostumados a ver o envelhecimento como um processo de desmoronamento — o corpo falhando, peça por peça. Mas a Irmã Inah, os nadadores centenários e os sobreviventes da COVID-19 nos mostram o envelhecimento como uma forma de adaptação extrema.
Eles não são apenas “velhos”; eles são sobreviventes de elite. Seus corpos aprenderam a negociar com o tempo, a tolerar danos e a manter a ordem interna enquanto o mundo ao redor entrava em caos. O Brasil, com todas as suas contradições, desafios e misturas, produziu uma das populações mais biologicamente resilientes da Terra.
Enquanto a ciência corre para desvendar esses segredos, uma coisa fica clara: o futuro da longevidade humana pode muito bem falar português, ter uma herança genética de três continentes e, quem sabe, não dispensar uma boa feijoada no domingo. A imortalidade pode ser inalcançável, mas viver 110 anos com a saúde de ferro é uma realidade brasileira que o mundo precisa desesperadamente compreender.

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Patrício Almeida 11 de janeiro de 2026 11 de janeiro de 2026
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