Somos seres criados ou evoluídos de outras espécies, não tenho a intenção de entrar no mérito das teorias históricas e científicas do surgimento do homem no Planeta; neste artigo a reflexão é outra: desenvolvimento e evolução.
Quando olhamos para os primórdios do homem na Terra, há alguns bilhões de anos, no final da estabilização das águas, dos céus e da terra, como está relatado pela Bíblia Sagrada, pelo Alcorão, pela Torá, pela Arqueologia e por todas as áreas do conhecimento científico mais moderno, é ponto passivo que o homem tem uma idade de aparecimento sobre a terra e é, sem sombra de dúvida a espécie biológica dominante sobre as demais espécies. Por ter consciência de sua existência.
A questão é justamente seu domínio, que, desde os primórdios lá nas cavernas percebeu a necessidade do grupo, do poder de ser forte em equipe e de sua fragilidade se colocado isolado ou individualizado. A História narra que foram necessários centenas de anos para o homem desenvolver uma comunicação oral, depois escrita e concomitantemente ir delimitando seu espaço de poder sobre suas tribos.
De geração em geração estamos desde os bancos escolares até os dias de hoje imersos numa saga dantesca onde o homem é o lobo do próprio homem e domina por natureza e por culturalismo, sendo que, se grupos humanos se estabelecem pela competição os resultados serão disparidade, guerra, sofrimento e morte; ao passo que se grupos humanos se organizam pela parceria e pelo compartilhamento em seu meio, os resultados são desenvolvimento e progresso.
A Historiografia está repleta de relatos e descrições desses dois modelos de conglomerados humanos. Gerações inteiras já foram exterminadas e outras assumiram o poder desde que os impérios foram sendo forjados tendo a humanidade escolhido o modelo piramidal de esquema social, sendo a base da pirâmide a massa humana que sustentava e sustenta até hoje as outras divisões desse modelo nada evoluído de convivência humana.
Desde Genghis Khan, o temível e assassino déspota. Guerreiro e político mongol que apesar de sua maldade extrema entrou para a história como o líder do Império mongol que unificou os mongóis e estendeu seus domínios da Ásia até a europa; até as Pólis gregas unificadas em batalhas sangrentas contra Xerxes, Rei da Pérsia – atual Irã, exércitos são substituídos pela lei da selva, onde sobrevive o mais forte, o mais subjugador e perde o direito à vida o mais fraco ou o menos aparelhado para esta ou aquela geração.
Estamos no terceiro milênio da era cristã, ou seja, pós antiguidade, início da contagem romana do período de Heródoto, historiador grego (484-425) A.C. Primeiro historiador ocidental, sua obra inclui sempre de forma direta contos, lendas e tradições folclóricas escritas em primeira pessoa e baseadas em suas viagens em meio à sua geração.
No século I, pelo Edito de recenseamento de César Augusto, Imperador Romano descrito em Lucas (2 : 1-21), um homem nascido em geração judaica, da linhagem de Davi, que sacudiu o mundo antigo em seus alicerces sociológicos, através de sua doutrina de amor universal num mundo fragmentado e estruturado na pirâmide do poder dos césares na Roma Imperial e atravessou milênios esse pensamento cristão de uma nova humanidade.
Estamos no terceiro milênio, a IA – Inteligência Artificial veio para alterar o funcionamento das instituições desse mundo globalizado e tão competitivo e feroz como nas gerações passadas, todavia a semente plantada lá na Ásia Menor, no Mediterrâneo, na Palestina por esse Judeu chamado Yeshua, ou Jesus em Língua Portuguesa continua reverberando em diversas roupagens metodológicas, pois, através das gerações, os grupos humanos foram se unindo e se separando em torno da mesma proposta do Cristo que, ao passar do tempo foi tomando interpretações, adaptações e conclusões as mais diversas.
De geração em geração assistimos a raça humana progredir e regredir, avançar em seu desenvolvimento sobre a Terra e, muitas vezes, sofrer revezes naturais ou sociais, provocados pelas forças da Terra, como terremotos, maremotos, vulcões em erupção, como sito apenas um que nos presenteou com uma geração completa de uma cidade preservada por seu extermínio coletivo – estou falando de Pompéia e a erupção do Vesúvio – onde arqueólogos podem recontar a história de uma geração pelas achados petrificados pela acidente natural. Mas, ao longo da história da humanidade, incontáveis vulcões, ondas Tsunamis, enchentes e incêndios mostraram à espécie humana sua fragilidade e sua cumplicidade com os demais reinos naturais.
De geração em geração assistimos uma nação contra outra nação, um povo querendo ser superior a outro povo, orgulho, ganância, doença e morte revezando as gerações sobre este pequeno Planeta desse Gigantesco sistema Solar, onde, segundo a Nasa e demais cientistas em todos os continentes da Terra, já descobriram que o Universo é uma energia viva e está em constante movimento e expansão.
Ual! Onde iremos parar se não aprendermos, nós a geração atual, cheia de altas tecnologias a convivermos em paz? Onde iremos parar se não evoluirmos para um mundo unido, desenvolvido nas bases cooperativas da riqueza e da paz para todos, sem pirâmides socias, sem a luta de classes, sem o maior esmagando o menor?
Que Geração Nova será essa que implantará o Reino de justiça e amor universal, sem dogmas religiosos, sem a loucura da competição do homem contra o homem mas com a evolução da Lei de Amor e de Caridade? Haverá paz se houver essa geração.
De geração em Geração

Professora, historiadora, coach practitioner em PNL, neuropsicopedagoga
clínica e institucional, especialista em gestão pública.