A defesa do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), entrou, na noite desta quinta-feira (9), com pedido para que o emedebista seja reconduzido ao cargo de chefe do Executivo do DF.
De acordo com o advogado Cleber Lopes, que integra a equipe de defesa de Ibaneis, o governador afastado espera ser reconduzido ao comando do Palácio do Buriti antes do fim do prazo. O emedebista foi afastado da função no dia 9 de janeiro, horas após manifestantes extremistas terem invadido e depredado o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
No dia dos atos de vandalismo, Ibaneis divulgou um vídeo em que pede desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à presidente do STF, a ministra Rosa Weber, e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente.
O pedido da defesa foi feito ao STF após a perícia executada pela Polícia Federal no celular do governador afastado constatar que ele não se omitiu diante dos episódios registrados em Brasília em 8 de janeiro.
Segundo a corporação, desde o dia anterior Ibaneis manteve contato com autoridades do governo federal, do Congresso Nacional, do STF e de órgãos de segurança do DF para tentar impedir os atos de violência na capital federal.
“Pela análise da mídia disponível, considerando todo o exposto, de forma cronológica, a investigação não revelou atos do governador Ibaneis em mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do Governo Federal ou mesmo de impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão”.
Após o afastamento de Ibaneis, o Executivo distrital foi assumido pela vice-governadora, Celina Leão (PP), que reconheceu que houve uma falha no comando da polícia durante os atos de vandalismo.
Para a governadora em exercício, Ibaneis “recebeu várias informações equivocadas durante todo o momento da crise” e não tem participação na depredação das sedes dos Três Poderes da República.
Com informações do R7

