E vem ano e vai ano e o que você fez? Odiosa questão, quando o passado está no controle e o futuro é sem sonho algum.
Em épocas assim, vale as orientações que o autor Elio D’Anna de Escola dos Deuses atravessa goela abaixo dos leitores, com boas chacoalhadas e páginas inteiras de sanidade, ausentes no cotidiano humano:
“Agora, acorde! Faça a sua revolução… Insurja-se contra si próprio! Sonhe a liberdade… a liberdade de todas as limitações. Você é o único obstáculo a tudo o que possa desejar. Sonhe…Sonhe… Sonhe sem descanso! O sonho é a coisa mais real que pode existir.
Essa é a sua morte, a morte de tudo aquilo que você foi, a morte do ranço que você carrega… Não fuja…Enfrente-a de uma vez por todas! Um homem para renascer deve primeiro morrer.
Morrer significa reverter completamente a própria visão. Morrer significa desaparecer de um mundo grosseiro, governado pelo sofrimento, para então reaparecer em um nível de ordem superior.
Tudo que acontece fora de você precisa de sua aprovação interna para se manifestar. Isto significa que qualquer coisa que acontece em sua vida é o fiel reflexo da sua vontade.
O mundo ao seu redor morre porque você morre dentro… Uma pessoa muito querida morre para você perceber sua visão mortal da existência que é a verdadeira causa de todas as suas tormentas.
Não deixe que o sacrifício dela seja desperdiçado por causa de sua incompreensão e autopiedade! Qualquer circunstância ou evento que o faça entender e conhecer a você mesmo, apesar de insuportável, é sempre bom.
Uma mudança mínima que fosse em seu Ser teria projetado um passado totalmente diferente. Este momento é o único ponto da experiência física em que você pode mudar seu passado e, com cada mudança em seu Ser, você se torna uma pessoa diferente vivendo num mundo diferente.
Com uma mudança mínima de seus estados internos, a memória do seu passado, seu futuro e o universo inteiro mudarão simultaneamente. Sua história passada, que você acredita já ter vivido, e lhe é tão familiar, não passa de uma experiência imaginária que você cria nesse exato instante.
Lembre-se: todas as possibilidades estão no Agora!
Diante do teste da vida, até agora, você não encontrou nada melhor do que se abarrotar de trabalho ou procurar refúgio no sexo, no sono ou em qualquer leito de hospital.
Curvar-se sob o peso das situações desagradáveis, de desgraças, e encará-las com tanta seriedade significa reforçar a funesta descrição do mundo, perpetuar seus eventos.
Se um homem muda sua atitude em relação àquilo que lhe acontece, no decorrer do tempo isso modificará a própria natureza dos eventos que encontra. Nosso ser cria nossa vida.
A morte de sua mulher é a materialização, a representação dramática do canto de dor que você sempre carregou dentro de si. Estados e eventos são duas faces de uma única realidade.
A primeira regra para enfrentar o deserto é viajar com pouca carga. Despojar-se de um ser exige um enorme trabalho. Exige abandono de tudo o que os pais, os educadores, os mestres de infortúnios e profetas das desgraças lhe impuseram. Deles aprendemos a ter a mentalidade de vítimas, a entrar na aflição, na pobreza e na doença.
Por que não deveríamos escolher a vastidão, a ausência de cada limite? Por que não deveríamos escolher a vida?
Porque o homem está irremediavelmente hipnotizado. Atrás de cada infortúnio encontra-se o mal dos males: a crença irremovível na inevitabilidade da morte. O primeiro passo em direção à liberdade, o mais difícil, é compreender que esse medo governa tiranicamente toda a sua vida.
Seu passado é um castigo de Deus. É preciso resgatá-lo… redimi-lo… é preciso mudá-lo.
No seu passado existem ainda muitas lacunas… contas não saldadas, débitos interiores jamais pagos, senso de culpa, vitimismo e, sobretudo, cantos escuros em que predominam ferrugem e pó.
Seu ser é um negócio mal administrado, sem critério de preço… aquilo que tem valor é vendido abaixo do custo e as bugigangas a preços altos. Continuar nessas condições significa falir.
Para conquistar aquela especial condição de liberdade do ser, de conhecimento, de poder… são necessários anos de Trabalho sobre si mesmo. É preciso perdoar-se dentro.
Perdoar-se dentro não é o exame de consciência de um santo obtuso, mas o verdadeiro fazer de um homem de ação, o resultado de um longo processo de atenção… de autoconservação.
Significa entrar nas sinuosidades, nas partes mais íntimas da própria existência, bem lá onde ainda é lacerada… Significa curar feridas ainda abertas… liquidar todas as contas não pagas.
Tudo é aqui, agora! Passado e futuro estão agindo juntos nesse instante da vida de cada ser humano.”
Então, bom natal!