A intenção da Fifa de criar uma empresa, com participação de investidores privados, para vender a exploração dos ativos comerciais dos campeonatos mundiais deixou a Uefa revoltada.
Agora, o organismo europeu vai mais longe e ameaça boicotar as competições da Fifa, começando pela Copa do Mundo feminina, que acontece no Brasil em 2027, segundo informaram vários veículos, como a Sky News e a Bloomberg.
A Uefa considera que o projeto da Fifa representa um precedente inaceitável. Em comunicado, defendeu que o futebol “não está à venda” e alertou que a governação e a essência do jogo não podem transformar-se em ativos financeiros.
O órgão que comanda o futebol, por outro lado, já tem o projeto em uma fase bastante sólida, estando a colaborar com a J.P. Morgan e com investidores como a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, cujo irmão, Jared Kushner, é genro do presidente norte-americano Donald Trump.
No entanto, a Uefa não está sozinha nesta luta e conta com o apoio de vários países europeus, que estão contra o projeto de Gianni Infantino, presidente da Fifa.
No Reino Unido, por exemplo, surgiram críticas à proposta. O primeiro-ministro Andy Burnham defendeu que o futebol pertence aos torcedores e não aos investidores.
Segundo ele, a Copa do Mundo não deve ser encarada como um produto comercial, mas sim como um património das milhares de pessoas que vivem o futebol em todo o mundo.
Fonte: CNN Brasil

