Hoje no DRD, tornou-se praticamente obrigatória nossa presença. Afinal é dia mais que importante. Dia Internacional da Mulher. Deixando de lado, o comum em filosofar a necessária existência feminina, sempre acreditei que o mundo seria uma bela porcaria sem a presença delas. Afinal, tudo o que fazemos é em função delas mesmo. Não só espécie, mas felicidade e até riquezas, só tem sabor quando compartilhados com elas. E o melhor é mais falar com elas, que delas. Ainda ontem, recebi por fax, mensagem de eterna garota, muito querida ainda, pela gente de nosso país. Ela está vindo de volta à nossa terra, para receber justa homenagem, na Câmara dos Vereadores. Eu já havia escrito toda uma crônica e num espaço de assustar o Antôr, nosso editor, entretanto, lendo o simples texto de Wanderléa, resolvi, que mais cabia resgatar por suas próprias palavras, o reconhecimento a pessoa tão especial a nossos corações. Ela é alguém que venceu. Ela é daqui de nosso rincão. Não é “santa de casa”, pois além de milagre feito, sempre foi amor da gente… E ELA COMEÇA ASSIM: Voltando a terra onde nasci, me sinto retornar aos braços de mãe verdadeira. Nossa terra é abrigo de berço, ninguém nascendo aqui ou ali, no acaso. Mãe Odete, veio se encontrar com Antonio, meu pai, em Governador Valadares. Trariam aqui, à luz, a sexta filha do casal. Eu, de batismo, Wanderléia Salim Crescida, bem criada, durante toda minha ascensão na carreira pública, senti-me honrada com o caloroso amor de tantos berços. O país, emotivo e gentil, mimou-me de todas as formas, e por onde passo, até hoje bem amada, agradeço ao bondoso Deus por isso. Dia 8, mês de março, no dia Internacional da Mulher, recebo homenagem da Câmara Municipal de São Paulo pela manhã e mais outra da Assembléia Legislativa à noite. A rede Globo de TV, na pessoa de Ana Paula Padrão, (esteve esta semana em casa) na comemoração de seus 40 anos, faz um documentário da evolução da mulher no Brasil e me tem como ponto de referência, numa reportagem que irá ao ar em abril. Conto isso não em presunção, mas sim, para ilustrar o que vem a seguir. Por mais que tenha recebido, por tantos anos, afago e respeito, de todo esse amável público, senti me sempre um tanto órfã, tipo filha bem criada, com pais adotivos, tendo tudo que sequer sonhara, reverenciada, mas na melancolia da ausência, de um esboço mínimo de aceno e afeto, de meu próprio rincão. Meus pais, Antonio e Odete, infelizmente não estão mais entre nós, mas tenho certeza, que no Paraíso onde se encontram, se sentirão muito felizes e honrados, em ter dado sua própria filha a Valadares, fazendo da cidade sua terra mãe, e que agora, ainda a tempo, a recebe e também homenageia. Felizmente, até hoje sou muito agraciada, talvez até, pelas alegrias que tenha espalhado por todo nosso Brasil e que vieram daí comigo. Mas, agora por fim, sinto-me realmente reconfortada e completa, por essa espontânea demonstração de amor dos conterrâneos de Valadares.
Wanderléa.
Tendo encerrado o mês que dedica um de seus dias às mulheres, deixo o Lula descansar de minhas cartas publicando esta velha crônica na qual homenageei tempos passados uma filha de nossa cidade muito querida. Mas, semana que vem com certeza volto ao meu papo domingão com o senhor Presidente da República, o Lula…
José Altino Machado