Aliás, quem liga à velha e carcomida congruência? Se dantes, sim, agora, never! As falas, os contos, as narrativas, os simbolismos, as palavras…isso: as palavras! Elas sempre dominaram e continuam no mundo.
“Vai e reina pela palavra”! Aquele que a tem e a exerce, sabendo onde quer chegar e a quem quer alcançar, definitivamente, aprendeu a viver.
E, invariavelmente, vai cumprir o que veio fazer, seja bom ou ruim (no julgo impessoal), irá se cumprir. Mas é doloroso perceber o que, na era da informação, as mentes “in formadas” têm se tornado.
A cada dia, supostamente, mais minorias são vistas e entendidas e abrangidas em direitos existenciais. Elas são motivadas a gritarem suas dores e valores e a se tornarem as vítimas do sistema. Aí que mora o perigo…
Sem nenhuma perspectiva, todas essas comunidades servem bem a partidos e grupos que, de modo geral, zeram em afinidades e comprometimento com elas, deixando-as apenas saciadas com seus discursos.
Sinceramente, narrativas não enchem barriga, não abonam dívidas, nem apagam sofrimentos. E independentemente de afeição partidária, está tudo como dantes, menos as narrativas.
O pobre, o negro, o índio, o quilombola, a mãe solo, o menor infrator, o pai de família que se lançou contra as leis do Estado Democrático de Direito, todos numa mesma barca furada. Tudo o que restou às minorias foi a boa e antiquada narrativa.
Quem vos escreve é afeita a sincronismos religiosos e universais, logo, longe de impor-lhe uma reza, roga-se, aqui, a atenção às palavras, apenas:
“Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém”
De um lugar de fala de minoria, inquiete-se a indagar o que é, nos discursos atuais, paz, amor, perdão, união, fé, verdade e esperança.
Aliás, se lhe restar algum ânimo, pergunte-se o que significa liberdade. De todo modo, cuidado: confronte os significados, dando um Google, com exemplos práticos.
Caso sinta alegria com o que vê e ouve, então, diga um alto e forte amém e continue sua vida de mais amor, doação e perdão, meu caro, porque, nessas alturas, seu caminho pode estar mais perto da luz do que o da maioria das minorias viventes.
Assim é.