A indústria da morte enriquece em laboratórios, crematórios, hospitais, cemitérios, plantações… Não somente de pão vive o homem, nem somente de balas morre o homem. Morre daquilo que não come e daquilo que come. Morre de véspera e depois das festas do inusitado e abusado descuido das águas e terras.
Morrem “pessoas” em todos os campos das mais diversas disputas. Ou são tanques que fuzilam ou são ares empesteados, ou morteiros de vírus ou sonhos decepados.
Há uma guerra terrível, ignominiosa e sem tréguas. Trata-se de uma guerra silenciosa de vaidades e egos. Os mais sensíveis são atingidos por percepções de maléficas vibrações; os mais encouraçados por pedradas disparadas a qualquer momento, em qualquer escalada.
Se a humanidade treinasse para competir em um evento permanente, ou que fosse sazonal, para avaliar quem mais espalhasse abraços, admiração e solidária emanação de sentimentos de bem-querença, tudo seria diferente. No entanto, a humanidade compete por derrubar e ao que se destacar esmagar com a negação, rejeição, zoação, calúnia e difamação.
Há explosões de guerras estrondosas por todos os cantos da Terra. Guerras alimentadas por toda sorte de silenciosas ganâncias, invejas, arrogâncias e o trepidar de trêmulos medos e ódios de fogueiras ou braseiros seculares. O desamor impera.
Estou triste, vendo seres aos milhões voarem para o distante sempre, onde não os posso abraçar. Estou triste vendo seres afastarem-se para chafurdarem na lama da ignorância e se empanturrarem com preconceitos e intolerâncias.
E, hoje, juro fiquei aqui faz 12 horas, escrevendo e não escrevendo, porque queria falar do jardim de belezas que há na Natureza e no encanto de encontrar com aqueles que trazem e seus movimentos o terno acolhimento. Não queria falar das guerras…