Vamos ver se isso é realidade ou ficção, se é de fato, ciência ou enganação, se há comprovações de sua eficácia ou permanece no campo do misticismo ou da arte de trazer melhor qualidade de vida para a psique de cada um de nós.
Gosto de ser historiadora pois, na minha humilde opinião todos os cursos deveriam ter em seus primeiros semestres um pouco dessa ciência que analisa o ser humano no tempo e suas relações com outros seres humanos e com os espaços em que vivem e se historicizam.
A hipnose, historicamente falando tem raízes que remontam as práticas antigas de cura, mas foi formalmente estudada e desenvolvida no século XVIII por Franz Anton Mesmer e, mais tarde, por também médicos e psicólogos. Hoje, é uma prática ou ferramenta de trabalho de dentistas, psicólogos, professores, fisioterapeutas, terapeutas de diversos matizes, produtores de marketing dentre outros profissionais das áreas ligadas a gente, aos Recursos Humanos, ao desafio de se comunicar e transformar a vida das pessoas que nos são caras para melhor.
Esses profissionais fazem uso desse recurso tão sutil, tão profundo, tão assustador para muitos que permanecem no censo comum, achando que hipnose é coisa do capeta ou bobagem que charlatões se utilizam para enganar os enganáveis.
Cientificamente falando, hipnose é um estado alterado de consciência caracterizado por um foco intenso e uma maior receptividade a sugestões. É frequentemente associada a técnicas terapêuticas, onde pode ser utilizada para tratar uma variedade de condições, da mente do ser em tratamento, como ansiedade, fobias, dor crônica e hábitos indesejados, como fumar ou gula, transtornos obsessivos e por aí vai.
Numa linha do tempo histórico bastante breve, do século XVIII até nossos dias, a hipnose passa pelo mesmerismo, pelo Milton Erickson, Jeffrey Zeig, Dave Elman, Roy Hunter, Cornelia Bonenkamp, Carla Tieppo, Romero Lima, Aline Peres, Ivonnete Teixeira, Roberto Ferreira e muitos outros profissionais da atualidade que utilizam da hipnose para resgate de vidas por esse mundo afora.
Profissionais da hipnose atuam trazendo luz para a consciência, sugestionando diálogos frutíferos entre subconsciente e consciente, imergindo e regredindo no tempo/espaço/emoção com o objetivo de tornar leve a caminhada daqueles que, por tantos traumas e dores emocionais pararam pelos acostamentos do caminho, criaram zonas de conforto que vão aos poucos consumindo seus dias que deveriam ser de luz do sol e de brilho das estrelas, em areias movediças de egos adoecidos e repetitivos no foco das crenças limitadoras do grande objetivo de cada um de nós termos nascido: viver de forma extraordinária, de forma épica, de forma feliz!
A hipnose na verdade é consentimento e confiança e pode ser praticada por qualquer pessoa e de forma a se auto tratar, porém, não se pode realizar o que não se conhece, daí a importância de um bom profissional treinado na área da hipnose clínica para, aos poucos a pessoa ir se fortalecendo, aprendendo, treinando e se auto sugestionando quando já souber praticar a auto hipnose. Existem diversas técnicas de hipnose, incluindo a hipnose formal (realizada por um profissional treinado) e a auto-hipnose, onde a própria pessoa utiliza métodos para induzir o estado hipnótico. Métodos são caminhos para se chegar a um fim ou objetivo, e na prática da hipnose não é diferente, práticas de hipnose de entretenimento, utilizando a fisiologia de nosso corpo e que muitos hipnotistas usam como divulgação em hipnose de palco, de rua ou de distração de pequenos ou grandes grupos; recursos áudio visuais, sonoplastias, induções, regressões, imersões, transes individuais ou coletivos sendo conduzidos por profissionais habilitados serão sempre muito bem sucedidos.
E como saber se funciona essa técnica tão antiga e tão mal interpretada até os dias atuais? Durante a hipnose, a pessoa pode experimentar um aumento da concentração e relaxamento, o que pode facilitar a receptividade a sugestões. Isso pode incluir mudanças na percepção, memória e até sensação de dor.
A aplicação da hipnose tem dois eixos: clínico e trivial. A hipnose é utilizada em contextos clínicos (hipnoterapia) e também em entretenimento (shows de hipnose), embora a abordagem e a intenção sejam bastante diferentes. E pode ser bastante seguro o uso dessa ferramenta ou não ser nada eficaz ou mesmo trazer problemas a mais se for banalizada ou realizada por pessoas sem formação ou com segundas intenções como no meio midiático, religioso ou mesmo educacional ou clínico sem as devidas observações terapêuticas.
Quando realizada por profissionais qualificados, a hipnose é geralmente considerada segura. No entanto, não é recomendada para todos e não deve ser usada como substituto para tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. Aliás, uma observação clínica sempre deverá iniciar por um médico da área psíquica, qual sejam, os psiquiatras e os demais profissionais devem seguir os protocolos de saúde mental, haja vista que a hipnose não é curandeirismo, não faz milagres e não é remédio pra tudo e todos, muita calma, nessa hora, é sempre recomendação de sucesso.
E ademais, um profissional não anula o outro e o ser humano é sistêmico e complexo demais para uma área do conhecimento se arvorar como única em detrimento das outras tão importante quanto.
O resumo da ópera é que, de certo modo estamos todos hipnotizados, pelas telas abertas das televisões de uso de massa, pelas telas de uso pago e com milhões de assinantes, através da web, somos hipnotizados pelos modos de ver e viver que não passam pelo crivo da razão e seguem pelo piloto automático do grupo social ao qual aquele indivíduo pertence ou quer pertencer.
Se observarmos o conceito de homem sociológico vamos ver que somos seres gregários, que necessitamos da aprovação de nossos pares, vivemos muitas vezes nas projeções de agradar os líderes daqueles grupos sociais aos quais nos filiamos ao longo de nossa vida, desde a família, o bairro, a escola, a Cidade, o Estado, o País, a religião etc.
Já que somos e vivemos imersos em um comportamento hipnotizado por forças maiores que a nossa vontade, que tal estudar, se auto conhecer, se empoderar e usar a hipnose a seu favor? Eu e muitos colegas meus podemos te ajudar a viver em plenitude!
HIPNOTIZADOS E HIPNOTISTAS

Professora, historiadora, coach practitioner em PNL, neuropsicopedagoga
clínica e institucional, especialista em gestão pública.