O que é o infarto?
Infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco é a morte de células do músculo do coração devido a formação de trombos que interrompem o fluxo sanguíneo no local causando morte do tecido cardíaco de forma súbita e intensa, causando dor no peito de forte intensidade. A obstrução pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo da área que foi obstruída e a gravidade depende do tipo, localização, grau de obstrução e tempo de reversão do quadro.
O Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de mortes no país. Por esse motivo é importante atuar nos seus fatores de risco, de tal forma a evitar um evento agudo.
Os fatores de risco associados ao IAM, são: fumo, sedentarismo, alimentação rica em gorduras, estresse, colesterol alto. A descompensação de comorbidades (hipertensão arterial, diabetes), também contribui para desencadear o infarto. Além do infarto, essas condutas podem provocar hipertensão, AVC, obesidade, depressão e diabetes.
Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.
Quais são as causas do infarto?
A principal causa do infarto é a formação de um coágulo que interrompe o fluxo de sangue para o coração, geralmente resultante da aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura ou outras substâncias nas artérias do coração, que leva à obstrução de forma progressiva ao longo do tempo. Quando essa placa de gordura atinge um importante grau de obstrução ou quando ela se torna instável, pode ocasionar a interrupção de fluxo de sangue local.
Outra causa de infarto é por espasmo (fechamento) das artérias do coração ou até mesmo por ruptura delas. Ocorre geralmente em indivíduos usuários de drogas e até aqueles com pressão arterial muito baixa.
Quais os sintomas?
O principal sintoma do Infarto é dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax. Alguns pacientes relatam sensação de “queimação no peito”.
Além disso, os principais sintomas podem ser acompanhados de suor excessivo, palidez e alteração na frequência cardíaca.
Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.
Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito. Diante da suspeita de infarto, é fundamental procurar atendimento em uma unidade de emergência o quanto antes.
Como é feito o diagnóstico?
O infarto agudo do miocárdio é uma emergência médica. O atendimento deve ser feito de forma rápida para que se evite danos irreversíveis aos músculos do coração.
O diagnóstico é feito a partir da história clínica e sinais identificado a durante a avaliação clínica.
Alguns exames são importantes para confirmação do diagnóstico, como o eletrocardiograma (mostra alterações elétricas específicas que ocorrem no infarto). Alguns exames laboratoriais são solicitados também: troponina e CKMB. Os quais indicam alteração e comprometimento do fluxo sanguíneo no coração.
Como é feito o tratamento?
O tratamento para o ataque cardíaco pode envolver intervenções cirúrgicas e/ou uso de medicamentos, como os fibrinoliticos. Outros medicamentos também são usados em associação, os quais atuam sobre os sintomas e prevenção de novos eventos. Esses medicamentos são os anticoagulantes e analgésicos.
Para a desobstrução mecânica da artéria, realizam-se procedimentos como angioplastia e revascularização. Na angioplastia é colocado um cateter-balão é inserido por meio de uma punção arterial (no punho ou virilha) e direcionado até o local do entupimento da artéria. Esse cateter é inflado para que seja aberta a artéria. Em seguida é colocado um stent (um dispositivo semelhante a uma mola), mantendo a artéria aberta e normalizando a circulação de sangue.
Os fibrinolíticos são medicamentos para dissolução do coágulo. Essa técnica é indicada somente quando não é possível a desobstrução por angioplastia, pois pode causar hemorragias.
Como previnir o infarto agudo do miocárdio?
Para a prevenção desse evento obstrutivo é importante a prática exercícios físicos regularmente, manter uma alimentação balanceada, cessar o tabagismo e controlar os fatores de risco, como diabetes, hipertensão arterial e colesterol elevado.
Adaptado: Ministério da Saúde.