O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu nesta segunda-feira (6/7) que pediu à Fifa que a revisão a suspensão do jogador da equipe norte-americana de futebol Folarin Balogun, expulso por receber um cartão vermelho no último jogo da seleção na Copa do Mundo.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, não disse aeles [Fifa] o que devem fazer. Sim, eu pedi uma revisão à Fifa, falei com um homem altamente respeitado”, disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca, ao ser questionado sobre o caso.
O presidente ainda jogou suspeitas sobre a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou a partida e deu o cartão a Balogun: “É um pouco suspeito, se você checar o passado dele”, criticou.
“Não quero dizer isso pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, disse Trump sobre Claus.
Entrada dura
Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia no dia 1° de julho, após uma entrada dura no jogador Tarik Muharemovic. O procedimento de praxe no torneio era que o jogador cumprisse um jogo de suspensão, sem a possibilidade de recurso.
A Fifa, no anúncio do alívio à suspensão de Balogun, alegou que se baseou no artigo 27 de seu Código Disciplinar, que permite que a entidade suspenda total ou parcialmente uma punição esportiva.
Aliado da Fifa
Trump tem uma relação de aliança com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em dezembro do ano passado, Infantino chegou a criar um “Prêmio de Paz da Fifa” para presentear o presidente americano, após Trump dizer publicamente que estava frustrado por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz.
A suspensão da punição ao atacante americano causou atritos entre a Fifa e a federação europeia de futebol, a Uefa. A entidade europeia criticou a decisão e a classificou como “inédita, incompreensível e injustificável”.
Fonte: Metrópoles

