Segundo dados da International Commission on Irrigation and Drainage (ICID), a China é o país com maior área irrigada do mundo, com 65 milhões de hectares, seguido da Índia, Estados Unidos e Paquistão, esse último, com 19 milhões de hectares irrigados.
O Brasil, mesmo com um potencial estimado em 30 milhões de hectares, irriga apenas 7 milhões de hectares (Mha), aproximadamente, e ocupa a sétima posição mundial.
A irrigação é uma técnica milenar que tem como finalidade disponibilizar água às plantas para que estas possam produzir de forma adequada. A técnica, ao longo dos séculos, vem sendo aprimorada, chegando aos dias de hoje a sistemas pontuais, onde a água é gotejada no momento, local e quantidade correta ao desenvolvimento das plantas.
O sistema de irrigação é uma técnica que tem como objetivo suprir as necessidades hídricas de uma área plantada em decorrência à baixa disponibilidade hídrica ou a má distribuição das chuvas. Os principais tipos de irrigação utilizados atualmente são a superficial, a localizada e a aspersão.
Quando bem projetada, a irrigação traz inúmeros benefícios ao produtor, como redução de custos com a produção e aumento da produtividade. Além dos projetos de irrigação mais avançados, é possível desenvolver sistemas de irrigação mais simples, de forma artesanal e a baixo custo.
É importante para o desenvolvimento dos vegetais, a água é determinante em diversos fatores que afetam a produção agrícola mesmo que caseira. Por esse motivo, a irrigação assume um caráter essencial nas plantações, uma vez que pode elevar um pequeno produtor rural e ou caseiro a categoria de grande empreendedor.
Desenvolver um sistema de irrigação caseiro, que pode ser construído facilmente em casa. Com a ajuda do “projeto Mudas”, o método de irrigação artesanal favoreceu inúmeras famílias rurais do Ceará, na cidade de Iguatu. Em pouco tempo, áreas castigadas pela seca ganharam vida com lavouras cultivadas por agricultores familiares. Na região, passaram a ser cultivadas uma grande diversidade de culturas, com boa produtividade, graças ao sistema artesanal, que conta até mesmo com sensores de umidade do solo.
Muitas pessoas gostam de ter um jardim no quintal de casa. Essa é uma ótima alternativa para dar um toque de natureza para o ambiente urbano, além de poder cultivar as plantas que você mais gosta.
Mas só quem planta sabe que não é tão fácil assim manter um jardim bonito e vivo: na verdade, é necessário tomar vários cuidados e ter muita dedicação. E grande parte desses cuidados está relacionada à irrigação.
Acontece que investir em um sistema de irrigação completo e automático pode ser muito caro. Então é preciso buscar alternativas que caibam no orçamento e que ainda assim cumpram bem suas funções.
Na maioria dos casos, o cultivo de flores e plantas ornamentais ou floricultura acontece em estufas e viveiros que são ambientes protegidos contra a chuva. Na ausência de chuva, toda demanda de água gerada pela cultura deve ser compensada pelos sistemas de irrigação e climatização. São sistemas setorizados e geralmente automatizados com níveis moderados de uso de água e de energia elétrica.
Num primeiro contato é analisado o balanço hídrico do empreendimento, ou seja, demanda frente aos recursos hídricos disponíveis. Estes recursos podem ser livres de outorga, já outorgados ou outorgáveis. A própria área coberta pela estufa serve para captar água da chuva. Esta água pode ser canalizada e armazenada num reservatório para o uso na irrigação e na climatização. Além disso, são localizados poços, lagos, rios e represas ao longo da propriedade.
A qualidade da água nas captações é de extrema importância. A “falta de” pode danificar a cultura. O entupimento dos orifícios do sistema de irrigação reduz o seu desempenho. As ameaças básicas são conhecidas e se revelam nesta fase preliminar. Potenciais tratamentos são avaliados.
A irrigação deve ter muitos cuidados, porém aumenta a renda em pequenos projetos de desenvolvimento econômico caseiro. [email protected]