“Eu sou a Ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Quando Jesus Cristo proferiu essas palavras assim que ele ressuscitou, ele nos mostrou que a vida e a morte estavam sujeitas a ele, pois ele era a primícia dos que dormem e que logo, no tempo de Deus, acordar-se-iam para a vida eterna. Desta forma, a Páscoa é um feriado cristão que comemora a Ressurreição de Jesus Cristo.
Devido à Queda de Adão e Eva, estávamos sujeitos à morte física, que é a separação do espírito do corpo. Porém, pela a Expiação de Jesus Cristo, todas as pessoas serão ressuscitadas e salvas da morte física. A ressurreição é a reunião do espírito com o corpo, em um estado imortal, não mais sujeito a doença ou morte. Sendo assim, uma compreensão e um testemunho da ressurreição podem dar-nos esperança ao enfrentarmos os desafios, as provações e os triunfos da vida. Podemos encontrar consolo na certeza de que Jesus Cristo vive e que por meio de sua Expiação “ele rompe as ligaduras da morte, para que a sepultura não seja vitoriosa”.
Além de todo o simbolismo que nos traz, a páscoa, ela, também, é um espírito de força, de caridade e de prudência e de paz, onde tudo isso pode ser traduzido como uma expressão de fé”. Para o Papa Francisco, o espírito de prudência é “saber que nós não podemos fazer tudo que queremos”, significa buscar “as estradas, o caminho, as maneiras” para levar avante a fé, mas com prudência. Não entenderíamos o significado da Páscoa se não acreditássemos na ressurreição de Jesus Cristo e nas inúmeras bençãos que este ato divino, de amor ao próximo, nos traz se não fosse pela fé.
Após sua Ressurreição, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena e depois a outros discípulos. Alguns não ficaram convencidos de sua Ressurreição, acreditando que o seu aspecto era de um espírito sem corpo. Ele disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39). Ele então comeu peixe e mel em sua presença, para dissipar suas dúvidas.
A Páscoa é uma comemoração, não apenas da Ressurreição de Cristo, mas também da ressurreição universal. Por meio da Expiação de Jesus Cristo, todas as pessoas ressuscitarão. Seu corpo e espírito serão reunidos, para nunca mais se separarem. A maioria dos cristãos conhecem a verdade da declaração de Paulo, “mas agora Cristo ressuscitou dentre os mortos, e as primícias dos que dormem. “ (…) porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (I Coríntios 15:22).
Em todas as partes do mundo, os cristãos realizam reuniões familiares no domingo de Páscoa, e seguem os ritos religiosos da Quarta-feira de cinzas, quaresma ou semana santa. Porém há muitos que esquecem do real significado da Páscoa e nem ao menos se quer examinam os relatos que há nas escrituras sobre a crucificação de Cristo, sua Ressurreição e outros acontecimentos. Sendo assim, o real significado do dia de Páscoa fica comprometido, e sua comemoração e lembrança se restringe à distribuição de ovos de chocolates (apesar do ovo, do ponto de vista cristão, simbolizar a vida), a coelhos de pelúcia, assim como, a mais um simples feriado.
Algumas famílias incluem ovos e coelhos de Páscoa em sua festa para a alegria das crianças. Essas tradições não são desencorajadas ou mesmo tidas como erradas, embora não tenham nenhum significado religioso em sua essência, pois o foco do feriado é religioso. A Páscoa é uma celebração da promessa de vida eterna por meio de Cristo. Eles compartilham a convicção de Jó: “porque eu sei que meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus” (Jó 19:25 – 26).
Para a maior parte dos cristãos, e deveria ser assim para todos, a festa religiosa celebrada no domingo de páscoa é sinônimo de transformação e nova chance, ou seja, é hora de refletir sobre a vida e fazer o bem para o próximo. Esses ensinamentos foram dados e deixados por um pregador e líder religioso judeu do primeiro século. Ele é a figura central do cristianismo e aquele que os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs, além dos judeus messiânicos, consideram ser o Filho de Deus. Ele é Jesus Cristo, o salvados do mundo, a Semente de Eloim, a tradução de todo o simbolismo e essência que compõe a Páscoa.
“Sob os olhares de reis, em noite salpicada de estrelas, a luz prima reluz na madrugada de Belém. Em serena noite, sob o holofote das constelações, resplandece do virgem ventre, a Semente de Eloim”.
Feliz Páscoa.
A SEMENTE DE ELOIM
Em sabedoria cresce o lírio dos vales
A brilhar nos corações dos seus
Como o sol que desce pelos
Andaimes do dia.
A percorrer o pináculo do tempo
Com veludo na voz a ecoar
Em toda celestialidade do céu.
No cálice do sofrimento bebe a
Amarga bebida fazendo
Cascatear do seu corpo
O puro sangue que desce pelo
Córrego da insuportável dor
Que faz a alma atormentar-se
De delírio.
No instante em que se cerram os lábios
Corações gemem em silêncio
Sem um grito a saltar da boca
Ouvindo apenas o bramido da natureza
A tecer o manto que cobre as estrelas
Escondidas no nicho escuro da noite.
Na manhã do terceiro dia
O filho do homem raiou imponente
Do frio sepulcro que o guardava e
Com um sou flamejante no horizonte
Um sorriso floresce dos lábios da mulher que
Vê brilhar em seus olhos a estrela da manhã.
O salvador do mundo, a água límpida que
Rega o solo árido do coração
Descerá na manhã de sua vinda
Levantando-se rubro como um sol escondido
Para assim, inundar o mundo.
Jorge A. M. Maia