Dúvida, que eu leve a Fé. Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver Trevas, que eu leve a Luz! Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna.”
E que tudo isso, Senhor, eu leve para dentro de mim e, posteriormente, transborde aos demais. Que essa seja memória constante, porque a melhor fase da vida começa quando se passa a ter lucidez, cuidando da própria energia, investindo no próprio crescimento físico, mental e espiritual.
A vida se transforma fatalmente no dia da eureca, o dia do despertar: diminuindo as expectativas sobre os outros, descartando a esperança de que algo fora de si vai chegar e mudar o destino e passando a conectar mais com o próprio Eu.
Isso posto, fica confortável captar que o mundo interior é a casa onde se toda a nossa existência. Por isso, cuidar, limpar, organizar é primordial dever de cada um, começando pelos pensamentos e lembranças, passando pelos sentimentos e culminando nas ações ou omissões. É, então, fundamental tornar esse lar um bom lugar para habitar.
Verdade seja dita, sem medo: se tem uma pessoa que vale todo o investimento do mundo é em si. Transferir a outro a responsabilidade de preencher o que falta ou sanar o que machuca é o mesmo que se colocar rendido e aguardar a morte. Tomar essa responsabilidade para si provoca mudanças sadias que conectam a circunstâncias agradáveis.
E qual pode ser o ponto de partida? Alguns professores e mestres brasileiros ensinam a seguir.
“Como é que se cuida da própria imagem e aparência? Boa parte das ideias preconcebidas de religião e doutrinas espirituais mais populares faz crer que não devemos cuidar da aparência, porque isso seria uma vaidade, coisa do ego, como se não fosse necessário na vida se sentir bem, bonito, se amar se agradar. Só que é desse lugar que você se empodera de quem você é, da sua vida, e se prepara, assim, para viver uma espiritualidade saudável.
Então, é a partir de tudo aquilo que parece que não é espiritualidade que você prepara o caminho para entrar na espiritualidade. E a porta de entrada é a porta de amar a si mesmo, de se acolher. É essa porta que é confundida com egoísmo, se colocar em primeiro lugar não é egoísmo.
Se colocar em primeiro lugar é se amar, em primeiro lugar, é se acolher em primeiro lugar, é se aceitar, em primeiro lugar. Egoísmo é ter 10 e não
conceber doar 1. É reter o que transborda. É o caminho inverso do amor-próprio, é o contrário de ser generoso.
E para ser generoso, começamos por estar em primeiro lugar, cuidando de si, e é a partir desse lugar que podemos cuidar do outro. Se você tem para si, você tem para oferecer. Quando você se cuida, você se ama e você se admira, pode brotar daí uma generosidade com o mundo, entendendo que a vida é boa pra você em qualquer lugar que você estiver.
O amor nunca lhe abandonou, porque o amor brota da tua alma, de dentro pra fora. Você não precisa pedir para a espiritualidade te ajudar a resolver nada, poque você já começou a resolver tudo na sua vida olhando pra dentro, se entendendo e entendendo quem você é, o que toca seu coração, para onde tua alma te leva.
Espiritualidade não é troca, não é barganha, não é pra resolver as suas questões, mas pra te dar uma consciência pra que você consiga desse lugar enxergar a vida de um plano superior. Isso é espiritualidade.” (Alexandre Cumino).
“Vibrando alto, ninguém fica na sarjeta, como um miserável. Se fica é porque não tem informação. E como tirá-lo daquela situação que ele está?
Dando dinheiro pra ele? Não adianta.
Ele precisa de informação, de conhecimento. Para ter conhecimento, é preciso vibrar pra cima. Vibrar é ascender a um estado maior de harmonia e amor. Só isso. Quer aumentar a sua vibração pra ter cada vez mais de tudo? Só tem uma coisa que aumenta a vibração: amor e sua decorrência, harmonia. A única força que aumenta os hertz, aumenta a frequência, é o sentimento de amor.” (Hélio Couto).
Que de todos os amores, 2024 traga memórias desses amores…