Até às 13h de hoje (17), à Justiça ainda não havia se manifestado a respeito do pedido de prisão contra o capitão reformado da Polícia Militar Joaquim Pereira da Silva, que no dia 24 de fevereiro matou o tenente Kleber dos Santos Santana, de 42 anos. Crime foi presenciado pelo filho da vítima, de 4 anos, que estava no banco de trás do carro quando o pai foi atingido na cabeça, com um tiro de pistola .40.
O pedido de prisão preventiva foi feito pela Promotoria de Justiça da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá.
Manifestação
Na terça-feira (15), familiares e amigos do tenente Kleber fizeram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Estado do Amapá pedindo Justiça. O objetivo era justamente pedir ao Ministério Público que fosse pedido a prisão preventiva do acusado, que responde pelo crime em liberdade.
Entenda o caso
O crime ocorreu no dia 24 de fevereiro, no cruzamento da Avenida Cora de Carvalho com a rua Odilardo Silva, no centro da capital. Foram efetuados quatro disparos que atingiram o para-brisas e a lataria traseira do carro do tenente.
A primeira versão, contada por testemunhas, é de que a vítima e acusado teriam iniciado uma discussão no trânsito momentos antes e quando chegou no cruzamento, o major teria desembarcado e após novo embate efetuou quatro disparos que atingiram o para-brisas e a lataria traseira do carro da vítima.
Já o major alega que agiu em legítima defesa e diz que a vítima teria apontado uma arma para ele.
O delegado responsável pelo caso, Luiz Carlos, disse que as investigações estão em andamento e que já recolheu vídeos de câmeras de seguranças da rua para confrontar com a versão do major.
Em liberdade
24h após ter matado a tiros o tenente Kleber dos Santos Santana o major da reserva da Polícia Militar, Joaquim Pereira da Silva, acompanhado do advogado Charles Bordalo, se apresentou no Ciosp do Macapaba. Como não havia mandado de prisão contra ele, prestou depoimento, apresentou a pistola .40 usada para matar o tenente e foi liberado.
Reconstituição
No último dia 5, a Delegacia de Homicídios fez a reconstituição do crime. De acordo com o delegado Luiz Carlos, que preside o inquérito, a reprodução foi para esclarecer dúvidas que ainda pairavam sobre a dinâmica do crime. A Politec tem dez dias para emitir o laudo da reconstituição.

