Desembargador Constantino Brahuna Está Morto. Não Foi uma Morte Natural, “Morte Morrida”. Desembargador Constantino Brahuna Constitui um Caso Emblemático Para a Justiça Pública Brasileira, Porque Morreu de “Morte Matada”. A Causa da Morte Foi a Suprema Dor Sofrida com as Falsas Acusações que lhe Imputaram – O que Não É Novidade no Brasil e É Coisa Banal no Amapá.
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• Este colunista, que aqui tem feito várias denúncias das irregularidades cometidas por autoridades amapaenses, fala com sentimento e com conhecimento de causa, pois é uma das vítimas preferidas da organização, afinal, já faz muitos anos, umas três décadas, ele disse, “Prezados (as) não estou à venda”.
• O método que escolheram para me inibir e desencorajar a que investigasse corruptos e/ou fizesse denúncias inicia-se por processos fraudulentos. Narrativas essas que são verdadeiras obras da escritura kafkiana, surreal. Infelizmente não param aí, seguem inclusive pelos caminhos de prisões e torturas. Como irei detalhar nos próximos domingos.
• Mas, hoje, iremos recordar um caso cruel e emblemático que resultou na morte do Desembargador Constantino Brahuna e que bem ilustra a estratégia dos poderosos para se manter no poder.
• Sim, Desembargador Constantino Brahuna está morto. O que fazer com os documentos que comprovam que as acusações que lhe foram imputadas são falsas?
• Desembargador Constantino Brahuna está morto. O que fazer com a ação que interpôs e na qual inseriu as provas de que sofria acusações falsas? Como explicar para a sociedade que foi falsamente acusado porque denunciara crimes praticados pelos poderosos do Amapá?
• Caso um repórter investigativo “fuçasse” as provas, caso a Justiça julgasse o caso, emergiria cristalina, objetiva e concreta a verdade. A verdadeira culpada acaba de aposentar. Tem nome e sobrenome. Há provas materiais do crime desta senhora.
• Desembargador Constantino Brahuna está morto. Ele foi, certamente, o mais preparado operador do direito brasileiro, que trabalhou no meu estado. Tinha temperamento difícil. Não gostava de ouvir e tinha muito a dizer.
• Conhecimento do Direito e de vida dele transbordavam. No Direito, pude acompanhar sentenças complexas sendo proferidas oralmente em audiência, qualificação alcançada por pouquíssimos Magistrados no País. Na vida, tinha o conhecimento do trabalho público e privado que desenvolveu no Pará e a dor de perdas, como a morte prematura de um filho. Não é novidade para ninguém que a natureza nos prepara para “enterrarmos” quem nasceu antes de nós, como nossos pais, mães, avós, nunca quem vem depois, como nossos filhos.
• Com esse cabedal de vivências, somado ao conhecimento profundo do Direito, especialmente Direito Público, Desembargador Constantino Brahuna presentou nossa gente com seu trabalho, distribuiu Justiça e ajudou aos demais operadores do Direito, incluídos seus pares, a fazer o mesmo. Justiça com “J” maiúsculo, aquela que requereu e não lhe entregaram em vida.
• Além do conhecimento profundo do Direito e da vida pública, Desembargador Constantino Brahuna tinha outra qualidade marcante: era um homem com honra, valores morais, princípios, não tinha preço, prezava a palavra empenhada, o “fio do bigode” e, principalmente, um homem capaz de enfrentar a tudo e a todos para defender o bem-estar público, interesse de pessoas humildes, comuns, aquelas que, para a maioria das autoridades, não passam de estatística. E, por isso morreu, porque não fez o que o sistema dele esperava.
• Os meios de comunicação gritam que o “camarada” Lula sofreu injustiça em razão de suposta parcialidade do juiz Sérgio Moro, que o alijou da eleição presidencial de 2018.
• Sérgio Moro teve o caso do “camarada” desembargador Constantino Brahuna em suas mãos (SEI 08000003632/2019-55) e, por alguma razão que desconheço, provavelmente o breve e escasso tempo em que esteve no Ministério da Justiça e do qual foi abortado, não lhe permitiu tomar as devidas providências, as quais poderiam ter significado a justiça para o desembargador.
• Agora, o “camarada” desembargador Constantino Brahuna está morto. E a maioria dos meios de comunicação em silêncio. Para a imprensa que ficou calada, a vida do “camarada” desembargador Constantino Brahuna vale menos que nada.
• Essas injustiças, ignoradas pela sociedade, exigem tratamento médico, primeiro, para a vítima e, depois, para o algoz. Elas geram crise de ansiedade, gastrite e lesões ulcerosas; provocam hipertensão arterial de difícil controle – condições estas decorrentes de estresse contínuo. Neste cenário os honestos acabam com o coração implodido pela insuportável dor, que emana da violação objetiva e subjetiva da honra. Tudo decorrente do sofrimento da vítima da injustiça, em razão das falsas acusações, ironicamente, proferidas pelos que deveriam ser os guardiões da Justiça.
• Mas, para a verdade emergir é necessária a Democracia.
• Sim, Democracia com D maiúsculo, e esta pressupõe cidadãos conscientes, imprensa livre, instituições comandadas por autoridades idôneas, que as ações dos cidadãos e cidadãs sejam pautadas, em sua maioria, em valores, e não em preços, e, por fim, que cada um, e todos, lembrem que somos humanos, que nossa passagem pela terra é curta, que nosso espírito é imortal e que haverá um tribunal em que os acusadores e julgadores não poderão ser comprados, nem induzidos a erro. E nada disso existe, ainda.
• Mas a população começa a perceber e se revoltar com essa realidade. Estão despertando e tomando consciência coletiva de que somos uma sociedade que não aguenta mais ser abandonada, roubada e maltratada. Por isso acompanho, cada vez mais, as reações à má gestão e ao desvio de recursos públicos. Os governantes de todos os poderes precisam enxergar que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá, e do Brasil, estão cogitando sua marcha e o destino todos sabem… É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!