Walmo Raimundo Maia Cardoso, de 56 anos que estava foragido da justiça desde 2015 e era apontado como a mente por trás de um golpe de R$ 11 milhões na Assembleia Legislativa do Amapá faleceu em maio deste ano vítima da Covid-19. Com o falecimento do procurado todos os processos contra ele foram extintos.
O MPF pediu a extinção dos processos contra o empresário no dia 02 de agosto e a decisão foi proferida pelo juiz Jucélio Neto da 4* Vara Federal Criminal em Macapá.
O empresário chegou a ser preso temporariamente na 2* fase da Operação Créditos Podres deflagrada pela PF.
Entenda o caso
A empresa de Walmo Cardoso, Sigma Assessoria Empresarial, foi contratada por R$ 15 milhões em março de 2015 pela Assembleia Legislativa do Amapá para negociação de dívidas previdenciárias.
A abertura de licitação para contratar a empresa, o anúncio da vencedora, a assinatura do contrato e os primeiros pagamentos ocorreram em menos de um mês.
De acordo com a investigação da PF e MPF, a empresa ofertava créditos com valores depreciados para compensação de dívidas previdenciárias da Assembleia. Mas os créditos, conforme o inquérito, eram, na verdade, inexistentes para a referida finalidade, prática conhecida por “créditos podres”.
À época, a Assembleia afirmou que o caso foi denunciado por ela ao MPF. A Polícia Federal nega.
Walmo Cardoso revelou que a Sigma recebeu R$ 11 milhões da Assembleia. Do valor, a empresa teria ficado com R$ 2,7 milhões. Voltavam para a Casa e aos contratantes R$ 8,2 milhões.

