É, sem sombra de dúvidas, uma obra que investiga a influência do subconsciente na vida cotidiana. Os argumentos são diversos e questionam sobre os pensamentos e as crenças, coisas que produzem a realidade.
De fato, parece, aos olhos mais céticos, livro de autoajuda. E, sendo, realmente, convida o leitor à quebra violenta de paradigma. Sua compreensão, pois, direciona o subconsciente, provocando transformações significativas em diversas áreas.
Talvez incomode uma porção o autor ceder tanta importância ao cultivo pensamentos positivos e afirmações para reprogramar o subconsciente. Tudo bem, porque ele traz fundamentações.
Ele analisa, também, mudanças substanciais em padrões de comportamento, saúde, relacionamentos e sucesso financeiro, com a substituição de padrões comportamentais- o que figura fácil de dizer.
Contudo, é o Murphy! Ele resiste e insiste, apresentando causos e histórias que convencem e denotam como a mente subconsciente é a ferramenta mais poderosa dada pelo Divino.
Quem sabe lançar mão dessa arma secreta supera obstáculos e alcança metas. [Até rimou].
Murphy, outrossim, examina a ideia de que a mente subconsciente é suscetível à sugestão – auto sugestão – e que é bem possível moldá-la por meio da visualização criativa ou imaginação.
Difícil, ninguém pode negar. Tudo o que um adulto “normal” cria em pensamentos é problemas e possibilidades angustiantes. Só que Murphy traz a importância de crer nas possibilidades, mesmo quando a realidade desafia.
Crer para ver- lembra algo dito por um Messias, argumentando que a mente subconsciente responde à fé e à confiança.
Fácil, sim! Simples, não! Ensina Murphy.
Porém ele consegue comunicar de forma muito simplista e até provocativa, para alguns, sobrando inspiração e motivação, nas pegadas práticas disponíveis, para quem quer melhorar a qualidade de vida.
“O Poder do Subconsciente” merece ser lido uma vez ao ano, como aquelas promessas de fim de ano. Uma boa academia mental, que encoraja a superar a dor da incredulidade e a fazer uma “hipertrofia” dos neurônios.
Sem dor, sem ganho. Dor relativa à autodisciplina mental e à vigilância sobre os pensamentos que se permite residirem ou passearem pela mente.
Se foi simples a Murphy, não se sabe, mas ele clareou a percepção coloquial que algumas pessoas querem expressar, quando dizem: “tem que pensar positivo”!
Isso porque o solo mais fértil já criado é a mente humana e, alegorias à parte, só o subconsciente aceita qualquer ideia que lhe é oferecida, seja ela positiva ou negativa e a faz materializar.
O solo nutrido e bem semeado produz colheitas semelhantes. Assim, os pensamentos e as afirmações positivas, para ele, são como a terra arada e o bom plantio.
Nesse paralelo, conceitos espirituais e metafísicos são incorporados, dando ênfase à ligação entre a mente e o Divino. Daí Murphy ganhou o coração de quem vos escreve.
As sugestões são, no mínimo, sutis e saudáveis. Há quem prefira morrer todo dia, guerreando no terreno localizado entre as próprias orelhas, e há quem busque maneiras de reduzir os impactos de tanta sinapse negativa.
Certamente por isso, os princípios universais de amor, prosperidade, saúde e felicidade foram tocados de forma metafísica por Murphy, induzindo a uma compreensão mais ampla do papel da mente na criação da realidade.
A medicina ajuda, os tarjas pretas apoiam, mas “O Poder do Subconsciente” oferece uma singela abordagem holística para a autotransformação, aos poucos.
Ele é popular, é pop e não é rock! Suponha-se que suas ideias têm agregado significado a muitas pessoas, convencendo-as de que o subconsciente não faz distinção entre realidade e imaginação.
Sendo assim, não é bobo aquele que vigia e não dorme, para as imagens mentais e pensamentos ruins repetitivos, porque eles – os pensamentos- ordenam e moldam a própria vida de batalha de quem os pensa.