A PF deflagrou na manhã desta sexta-feira (08), a Operação Double Crack*, que apura desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, em suposto esquema de “rachadinha”, prática conhecida na qual ocorre transferência de parte ou de todo salário do servidor para o parlamentar a partir de um acordo anteriormente estabelecido. O objetivo é também verificar fortes indícios de fraude em processo licitatório de locação de prédio comercial na ALAP.
Cerca de 50 policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça no Estado do Amapá (TJAP), todos na capital, contra dois parlamentares estaduais, bem como assessores que trabalham nos gabinetes dos respectivos deputados.
A PF constatou fortes indícios da existência de dois esquemas distintos de desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALAP). O primeiro foi o desvio de recursos das remunerações de assessores dos gabinetes de dois deputados estaduais, esquema popularmente conhecido como “rachadinha”. O outro foi a existência de aluguel superfaturado de prédio onde funciona a Escola do Legislativo.
A PF constatou indícios que a organização criminosa recebia dos cofres da ALAP, apenas com desvio dos salários dos assessores, o valor mensal de R$ 154.180,00, cuja parte era utilizado para pagamento de despesas pessoais de parlamentar.
A PF estima que os valores desviados do ano de 2019 até o momento foram em torno de 7.4 milhões de reais apenas com desvio de remunerações dos assessores.

