§ 1º. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
Naturalmente ampliei o conceito para facilitar o entendimento de todos e alertar contra o “proselitismo” (ação ou empenho de tentar converter uma ou várias pessoas em prol de determinada causa, doutrina, ideologia ou religião) que está sendo usado hoje no mundo, lembrando que grande parte das organizações ou pessoas que o praticam são conhecidas por utilizar de técnicas de persuasão antiéticas e muitas vezes agressivas.
Comecemos com a Amazônia. Na divulgação do desmatamento se generaliza situações ilegais e criminosas de baixíssimo percentual para caracterizar todos que produzem na região como criminosos. Com relação aos incêndios se faz muito pior. Enquanto vários países “ardem em chamas” somente os incêndios na Amazônia, Cerrado e Pantanal são atribuídos à ações humanas.
As informações dos satélites a respeito das ações sobre as florestas do planeta são fornecidas através de enormes relatórios com todos os tipos de levantamentos. Os ambientalistas e os inimigos da nossa cadeia alimentar utilizam apenas parte dos levantamentos que interessam para instrumentalizar as campanhas contra nós.
O proselitismo chegou às questões climáticas tentando convencer a todos que as mãos humanas são as maiores causadoras do tal aquecimento e das alterações climáticas sendo as mãos brasileiras as mais terríveis, todavia, ainda existem informações reais e fidedignas sobre o assunto, de fácil comprovação. Recebi recentemente um vídeo onde a jornalistas Camila Costa da BBC News ao abordar o assunto “pandemia” trouxe valiosas informações sobre um dos eventos climáticos que tem atingido o nosso planeta sem a intervenção humana durante os milhões de anos de sua existência.
A denominada “grande seca” ocorrida no final do século XIX que afetou a Índia, nordeste da China, sul da África, o Mediterrâneo e o Nordeste brasileiro contribuiu para a morte de mais de 30 milhões de pessoas em todo o planeta. Naturalmente não se pode atribuir todas as mortes às alterações climáticas como bem diz a jornalista. O evento catastrófico ensejou a disseminação de algumas doenças, algumas delas com alto nível de morbidade.
No Nordeste brasileiro a grande seca, em razão de decisões errôneas dos governantes das províncias atingidas e crise econômica, provocou a migração dos habitantes das áreas mais afetadas em direção aos grandes centros e ao sul do país. Para evitar a entrada dos “retirantes”, denominação adotada, nas capitais foram criados assentamentos para concentrá-los e devido às precárias condições de higiene foram acometidos por uma variedade de doenças. A varíola grassou entre os retirantes, apesar da vacina contra a doença já ter sido desenvolvida um século antes pelo inglês Edward Jenner, grande parte das que recebiam eram de má qualidade fazendo com que a maioria recusasse a vacinação. Estima-se que foram perdidas 500 mil vidas brasileiras, o que representou 5% da população do Brasil à época estimada em, aproximadamente, 10 milhões de habitantes. Como foi dito anteriormente a grande seca não teve a interferência das mãos humanas. A tragédia foi causada por 4 fatores aleatórios ocorridos simultaneamente, o pior El Niño que se tem notícia, a redução de temperatura do Oceano Pacifico tropical, o aquecimento das águas do Atlântico norte e a oscilação das temperaturas do Oceano Índico.
Recentemente surgiu mais uma campanha de “propaganda enganosa” – a carne vegetal. Naturalmente não se pode creditar tal campanha aos vegetarianos e veganos, em sua grande maioria pessoas sérias interessadas em exercer o seu “livre arbítrio” de alteração de dieta alimentar e que não tem o mínimo interesse em fazer proselitismo de seus novos hábitos. O crédito vai todo à determinadas indústrias que, baseadas na utilização da informação falsa de que a carne vermelha e demais produtos animais fazem mal à saúde como se essa não tivesse sido a dieta dos seres humanos nos últimos milhares de anos, vislumbraram um novo nicho de mercado que precisa ser ampliado enganando a todos, inclusive, aos veganos e vegetarianos.
É preciso atentar que a propaganda enganosa não se dá apenas por ações, as omissões de informações relevantes fazem parte do processo.
Voltemos à Amazônia, vítima de tantos ataques dos ambientalistas. A omissão de informações relevantes e importantes está no cerne da campanha contra os habitantes da região, vejamos apenas duas dessas informações. Os “soldados da borracha”, mais de 50 mil nordestinos mobilizados pelo governo brasileiro, para extrair o látex das seringueiras da Amazônia, que contribuíram decisivamente para a supremacia dos exércitos “aliados” durante a 2ª. Guerra mundial e que seus descendentes fazem parte hoje da população da região integrando diversas atividades da cadeia alimentar. Os produtos do “herbanário amazônico” que tem contribuído enormemente na elaboração de medicamentos humanos e animais em todo o planeta.
Poderia listar uma série de atividades da cadeia alimentar brasileira vítimas da propaganda enganosa que vão desde os defensivos até ao “bem estar animal”.
Este artigo não pretende ser negacionista. As alterações climáticas são um fato inconteste e independente de suas origens precisamos nos proteger. Quanto a proteção do meio ambiente é uma necessidade na qual a cadeia alimentar vem atuando há séculos, pois, a sua sobrevivência depende dessa ação e o Brasil tem a legislação de preservação ambiental mais extremada do mundo. Toda a campanha de propaganda enganosa promovida, em sua grande maioria pelos ambientalistas, integrará brevemente os “mitos e lendas da história da humanidade”. Atentem todos, tão importante quanto a proteção ambiental é a mitigação dos efeitos das alterações climáticas.