As respostas que tenho para todas as perguntas são as piores possíveis e colocam em xeque a inteligência dos responsáveis pela segurança e integridade do nosso país.
Há anos não há nada e nem nada acontece de novo na Amazônia, exceção feita às atividades ilícitas como o tráfico, de quem nada queimam, contrabando de peixes ornamentais e aves raras. Entretanto, a ira dos céus cai por toda parte sobre as atividades, sustento e manutenção de uma região maior do que o resto do país. Que diabo é isso? Estão caçando extrativistas com o furor e uma total ilegalidade jamais vista, só posso mesmo imaginar que tudo isso decorre do maldito desarmamento da população civil que foi levada a efeito anos atrás. Não fora isso, estaria declarado em toda sua extensão uma verdadeira guerra civil nas florestas abençoadas por Deus, podendo acontecer reações estupidas.
Como pode acontecer que não se perceba que existe toda uma orquestração sobre isso, a cada momento e hora se ataca em um ponto diferente. Reprimem no Madeira, reprimem em Roraima, em Rondônia, no sul do Pará com constância irritante, no Amapá o mesmo sistema, e agora até no Japurá no Amazonas, por fim, atingem a coluna mestra de sustento econômico da maior parte da ocupação amazônica, o Vale do Tapajós.
Até entenderia se as atividades fossem novas, de agora, ou de início ilegal, mas não são, todas tem quase século e eram perfeitamente legais, à luz de todas as leis, com documentações emitidas pelo ministério da fazenda, mais tarde modificadas por lei congressual, e por fim instituída com toda certeza e validade pela Constituição Federal que rege o país. E parece que ninguém quer levar em conta porra nenhuma de constituição, embora lá esteja muito claro que é dever(obrigação) do Estado organizar e assistir tais atividades de extração mineral ocorridas no país, com nome de garimpagem.
Com rapazotes armados e jeitão de ferozes, com estupidez vão tangendo gentes, vontades e destruindo trabalho alheio sem nenhum respeito a quem trabalha, vive, cuida da família e do que lhe pertence.
Mas, o assunto é outro… afinal a quem interessa que a Amazônia seja desocupada? Uma vez paralisadas essas atividades interioranas pequenas cidades e povoados definharão deixando de existir. Minas e riquezas outras lá estão descobertas e hoje todos sabem exatamente onde estão. O que haverá de acontecer com elas? Se para empresas teremos bolsões de riquezas rodeadas de pobrezas. E se alguém disser que ninguém irá tocá-las, apenas um grande mentiroso. Um conto amazônico de terror… Um plano diabólico de internacionalização da Amazônia sem ocupação, mas através do controle decisório das atividades e utilização de seus bens.
Haverá de nos restar um mínimo de soberania e respeito aos nacionais que a ocupam?
Há anos na Assembleia francesa um deputado desavisado propôs a transformação do interior da Guiana em reserva para a humanidade. Causou risos, quase só o voto dele com sua bancadinha. Os franceses responsáveis exigiam saber primeiro o que este interior do estado ultra marinho continha e volumes de suas potencialidades. Nunca mais tocaram no assunto e garimpeiros brasileiros mostraram a eles suas riquezas até então escondidas pela natureza, convivendo hoje todos com uma baita empresa verdadeira campeã na produção do valioso metal amarelo. Ela é da Franca, não contribui para ONG’s, nem deve apoiar muito o presidente de lá. Ele até quis tirar os antecessores homens dourados do Brasil, agradecidos, o povo da economia local, lhe disse não. Irresponsabilidades só aqui…
Para encurtar tanto questionamento, lá me vou com a última pergunta… Por que tantas ONG’s na Amazônia? Se institucionalizou o mercado de angariar dinheiro com sonhos prejudiciais a vida do alheio ou más intenções com a hegemonia nacional no lugar.
E tenho para mim que se preocupavam com fogo e fumaça, coisa que garimpeiro não faz, mas nunca foi visto ninguém ir atrás dos grandes latifúndios, dos grandes derrubadores da floresta para formar os ricos patrimônios. Derrubam e formam milhares de alqueires, os enchem com milhares de reses e nem mesmo a Receita pergunta de onde saiu o dinheiro para a compra daqueles bois, quem dirá o Ibama.
Terminando, de onde sai a autorização para que estrangeiros ao país acompanhem essas operações oficiais? Não chega repórteres de grandes emissoras para registrar as humilhações que nossa gente sofre?
QUE SE PASSA BRASIL? País de fracos reclamantes e lenta justiça.
Amém.