Pensamentos em folhas se abrem, se lançam ou se doam, qual uma rosa se despetalando com perfume e beleza e nos ares planando antes de chegar ao chão. Alguns recolho, outros perdem-se em meio à vegetação, outros já não os alcanço, embriagaram-se de vida própria e autônomos alcançaram a amplidão.
E eu absorta diante da girândola de reflexões dou de encontro com a dúvida de Marguerite Youcernar – “Ninguém sabe se tudo apenas vive para morrer ou se morre para renascer.” Eis uma questão filosófica entranhada nas células de todo ser vivente e qual a esfinge fica, a cada movimento, a nos sentenciar: decifra-me ou devoro-te.
Nem te decifro nem tu me devoras. É o desconhecido, o não sabido, o indutor ou impulsor dos caminhos e dos viajantes, o qual as águas dos rios que anseiam por conhecer os oceanos … E quando lá chegam não mais serão rios, serão oceanos; todavia águas…
Ou, como disse Cecília Meireles, “Sê sempre o mesmo. Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe. E dentro de tudo.” E nesse torvelinho de Fênix e cinzas perco a conta das vezes que morro e ressurjo a cada segundo, a cada explosão de dores do mundo ou de alegrias da vida.