Não obstante, cruel e trágico, e não apenas dramático, é beijar um príncipe e descobrir que se trata de um sapo – há de se ter muita coragem e dignidade para sobreviver a tal embate ou do destino um disparate de maldades convexas em cacho.
No entanto, há por aí muitas donzelas a crer em sapos principescos.
Diga-se, a bem da verdade, há também mancebos a crer em princesas encantadas com madrinhas fadas. Embriagam-se em tais concepções por frívolas aparências, futilidades e ilusões, sem nem um talo de essência.
O fato contundente é que há tanta gente sofrendo de enganos e fraudes, no âmbito dos amores, que os relacionamentos já se tornaram um circo de horrores, muitos turbinados por moralidades hipócritas ou síndromes de possessividade em bem querer disfarçadas…
Ora sofre o homem, ora a mulher, sempre sofrem as crianças, sempre que crianças houver. Ausência de valores, do sagrado que sou e do sagrado que tu és, do primeiro beijo ao abraço, leva a muitos fins fatídicos e dores generalizadas no corpo da sociedade traumatizada.
O que os crimes e sofrimentos comprovam é que há donzelas a crer em “sapos” e cavalheiros a crer em “santas” em meio a “gentes” que creem em overdoses de metamorfoses oriundas de um “Eu ti amo” ritualístico e pragmático sem sabor ou aroma dos perfumes do coração.
Não obstante, a sabedoria ancestral, guardada pelos indígenas, já nos sinaliza em inequívoca direção: “Tu és a música, escuta tua canção”.
Portanto, se quiseres ser feliz, senta-te a sombra das árvores ou corra, voe, ao longo das trilhas com quem for capaz de ouvir, sem pressa, os sons de teu coração e com quem tu sejas capaz de dançar o bailado dos sonhos que ambos trazem nas mãos.