Neste domingo (06), o cidadão amapaense terá a oportunidade desse momento íntimo de decisão. É um lapso temporal, curto como um orgasmo, para um encontro do eleitor amapaense com suas convicções para uma Macapá de seus sonhos. É hora de dizer sim ou não ao sucesso ou fracasso para as políticas públicas desejadas para a cidade. É hora de expressar seu contentamento ou desejo de mudança com tudo isso que está aí. O estado atual nos revela uma verdade e o que queremos, estado desejado, nos projeta para uma perspectiva que está em cada candidato.
É hora de aferir se o indivíduo fala a verdade para si mesmo ou mente num processo interno inacessível para os demais que lhe orgulha ou humilha intimamente. É hora de medir o que se tem e o que se espera de um político. É o espaço gratuito para avaliar se as utopias ainda permanecem firmes ou se os interesses imediatos falam mais alto, impondo escolhas dissonantes com os propósitos que se prega nos recessos coletivos
As eleições são atos cívicos fulminantes que podem trazer esperanças de dias melhores ou certezas de que nada mudará. São realidades sociais que contemplam oportunidade para ratificar ou mudar os erros e acertos de uma eleição anterior. O momento do voto não pode se revelar um porre com os compromissos sociais, com delírios risíveis de uma mente afetada. Nele há se esperar, que em cada indivíduo, venha a revelação sublime para uma sociedade melhor que possa espancar nossas decepções vivenciais.
O eleitor de Macapá terá a singular oportunidade de aferir quem quer para gerenciar uma Macapá do apagão, das vias urbanas com leitos carroçáveis que envergonham, da educação que sempre fica no grupo de rebaixamento das métricas oficiais, do transporte público que é pauta diária nos meios de comunicação, do saneamento básico quase inexistente, da iluminação pública deficiente, das unidades básicas de saúde que não atendem suas atribuições, enfim, de um ente federativo, cuja administração presta péssimos serviços ao munícipe.
Na hora do voto, o eleitor amapaense terá uma oportunidade ímpar de dar uma virada de chave na gestão pública municipal ou optar por deixar tudo como está. É hora de lembrar que as pesquisas eleitorais não superam a sua experiência concreta de ser usuário de serviços públicos que estão sob seu julgamento no dia a dia, na escola, na unidade básica, nas calçadas, nos coletivos, na via pública. É a hora da verdade, a hora de fazer o voto valer a pena!
Vicente Cruz
Presidente do Conselho de Administração, advogado sênior e Estrategista Chefe do IDAM (Instituto de Direito e Advocacia da Amazônia)
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