Os ataques às sedes dos Três Poderes, na capital federal, no dia 8 de janeiro poderiam ter tido um resultado ainda pior se não fosse a ação dos policiais militares que atuaram no confronto.
Duramente criticados, muitos militares foram menosprezados mesmo saindo feridos e terem prendido centenas de vândalos. Uma campanha nas redes sociais homenageia os agentes.
Com a frase “Patriota de verdade reconhece quem é patriota”, apoiadores da PM de Brasília homenageiam as equipes que ajudaram a conter os atos antidemocráticos.
Cumprindo o protocolo de segurança, com o esvaziamento dos prédios públicos e o restabelecimento da ordem, muito militares foram feridos, entre eles, o sargento Júnior, soldado Marcela e o sargento Alex, que foram arremessados de cima da cúpula do Congresso Nacional e agredidos com barras de ferro.
Há ainda a atuação do ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), coronel Jorge Eduardo Naime Barreto. De recesso, o coronel Naime foi convocado às pressas para atuar nos ataques e assim que assumiu o posto, por volta das 18h daquele domingo, iniciou a coordenação da operação para remover os civis que ainda estavam no Congresso Nacional.
Atingido nas pernas por um rojão disparado contra os policiais, coronel Naime manteve a ordem para prisões ao alcance da tropa com a qual contava no momento. “Agi conforme a técnica e a lei, procurando sempre assegurar a segurança de todos – civis e militares”, disse.

