O presidente Lula (PT) fez agenda em São Paulo ao lado do ministro Jorge Messias, da AGU (Advocacia-Geral da União), depois de dizer a interlocutores que avalia reapresentar o nome dele ao Senado como indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Messias interrompeu as férias para participar, ao lado do petista, de um evento em São Paulo no qual foi anunciado um pacote de medidas para motoristas e entregadores por aplicativo.
Além de Messias, Lula estava com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Rogério Ceron (interino da Fazenda), George Santoro (Transportes), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Paulo Pereira (Empreendedorismo), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).
No palco, Lula levou também as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), ambas pré-candidatas ao Senado por São Paulo.
O evento teve pedidos de voto a Lula e a deputados petistas nas falas que antecederam o presidente.
Um dos oradores convidados, Leandro Cruz, presidente da Federação dos Sindicatos dos Motoristas de Aplicativo, disse que o ano era “decisivo”, referindo-se às eleições. “Nós temos que saber em um ano eleitoral em quem votar. Escolher deputados que defendem a classe trabalhadora, escolher um presidente do lado do trabalhador.”
Já Júnior Freitas, do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos, que representa motoboys de aplicativos de entrega, foi mais direto. Ao falar das medidas do governo, disse que vai continuar a militar “para eleger um governador, um presidente de esquerda”. “Vamos lutar para eleger o Lula. É Lula 2026, Lula 2030 e vamos embora”, disse.
Lula discursou no salão de festas da Casa de Portugal, associação luso-brasileira na Liberdade, centro de São Paulo, em um evento para anunciar o programa Move Brasil Táxi e Aplicativos – uma linha de crédito subsidiada para a compra de automóveis de até R$ 150 mil, movidos por combustíveis sustentáveis (flex, elétrico, híbrido ou etanol), voltada a taxistas e motoristas de aplicativos.
O programa prevê uma carência de seis meses. Os recursos, segundo o governo, serão liberados a partir de 19 de junho, por meio de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O anúncio faz parte de um pacote de ações do qual o governo petista lançou mão nas últimas semanas para recuperar sua popularidade, traçadas ainda antes da divulgação de áudios e mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) e Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador nega irregularidades.
O pacote inclui renegociação de dívidas, botijão de gás subsidiado, reforço do Minha Casa, Minha Vida e crédito para caminhoneiros, em um volume de recursos que ultrapassa R$ 173 bilhões neste ano eleitoral.
Em busca de reduzir sua rejeição, Lula também lançou uma nova subvenção para conter os preços dos combustíveis e revogou a “taxa das blusinhas”, imposto sobre importação de pequenas compras pela internet implementado em meio a reações negativas de parte do eleitorado, além de se reunir, na semana passada, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O governo também tem intensificado as ações publicitárias para divulgar a proposta de redução da escala de trabalho 6×1, bandeira do presidente.
Fonte: Folha de S. Paulo

