Em audiência realizada hoje, os desembargadores do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) decidiram, após ouvir a defesa e acusação, que os réus vão a júri popular. A magistrada Katya Maria de Paula Menezes Monnerat disse que “a prova oral colhida nos autos trouxe sérios e concretos indícios da participação ativa dos réus no crime. Foram inúmeros depoimentos que cabe ao júri popular analisar e decidir a procedência dos mesmos”.
O recurso, apreciado pela 1ª Câmara Criminal do TJRJ, teve início pouco antes das 14h30 por videoconferência. A defesa de Élcio de Queiroz alegou que há falta de provas e evidências que liguem o ex-PM à morte da parlamentar. Ronnie Lessa é apontado como o autor dos disparos. Nenhum advogado se apresentou para falar em nome de Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro envolvido no crime.
O advogado de Lessa, Bruno Castro, questionou as provas apresentadas pelo Ministério Público. “A acusação não há prova e nem indícios de que Ronnie Lessa estivesse dentro daquele carro. Uma testemunha, que não foi ouvida em juízo, categoricamente afirmou que a pessoa que atirou contra o carro que estava a vereadora era uma pessoa negra”.
A defesa acrescentou que “a acusação, por falta de provas e pela pressão pública atropelou muitos passos, muitas garantias e evidências”. O advogado Bruno Castrou finalizou dizendo que ambas as famílias precisam de respostas após 2 anos de investigação. “Isso é uma injustiça com as duas famílias. Eles não podem sofrer com essa falta de informação, de investigação. Todos querem saber quem foi que matou a Marielle e, de fato, não foi o Ronnie Lessa”, finalizou Castro.
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz estão no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, e respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas.
Faltando pouco mais de um mês para que o crime complete três anos, até agora não se sabe quem mandou matar Marielle e Anderson.

