Antônio José da Silva, acusado de matar a própria filha, de apenas 1 ano e 5 meses, foi preso nesta terça-feira (13) no município de Uruará, no interior do Pará. O crime ocorreu em 31 de julho de 2024, em Macapá, onde a criança foi encontrada morta no quarto da residência da família, no bairro Parque dos Buritis, na Zona Norte da capital.
A prisão foi realizada após a polícia receber informações de que o investigado estava escondido na região. Antônio era considerado foragido desde fevereiro de 2025, quando foi oficialmente indiciado pelo assassinato.
Segundo o delegado Paulo Moraes, o mandado de prisão foi encaminhado às autoridades paraenses após a localização do suspeito.
“Recebemos informações de que ele estava escondido no interior do Pará e encaminhamos o mandado de prisão. A polícia daquele estado cumpriu a ordem. Agora ele será submetido à audiência de custódia e poderá ser recambiado ao Amapá para responder ao processo”, informou.
Inicialmente, a morte da criança foi registrada como “morte a esclarecer”. No entanto, após a oitiva de dez testemunhas e a conclusão das investigações, a Polícia Civil indiciou Antônio por homicídio triplamente qualificado. O Ministério Público também denunciou a mãe da vítima por suposta participação no caso, mas ela responde ao processo em liberdade.
A família havia se mudado para a residência apenas um dia antes da tragédia. No imóvel moravam o casal, a vítima e outros dois filhos.
Durante as investigações, a polícia identificou diversas contradições nos depoimentos dos pais. Antônio afirmou que entregou a filha para a mãe na noite anterior e foi dormir. Já a mãe declarou que não dormiu com a criança e que, na manhã seguinte, foi acordada pelo companheiro, que informou que a menina estava morta.
Em depoimento, a mulher relatou ainda que o homem teria dado um chute em sua coxa antes de dizer: “Tua filha está morta”.
Testemunhas informaram à polícia que, no dia do crime, Antônio afirmou não saber o que havia acontecido, mas disse que não havia necessidade de acionar o socorro porque a criança já estava sem vida.
Após prestar depoimento em 2 de agosto de 2024, o suspeito desapareceu e passou a ser considerado foragido.
De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado pelo incômodo do pai com o choro da filha. Vizinhos relataram ter visto Antônio carregando a menina, que chorava intensamente, na noite anterior ao crime.
O laudo pericial concluiu que a criança morreu em decorrência de asfixia mecânica por sufocação direta, associada à broncoaspiração, confirmando a morte por violência.

