O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) iniciou, nesta terça-feira (14), por meio da Escola Judicial do Amapá (Ejap), o curso básico de manuseio de sistemas, voltado à formação prática e teórica de 25 novos residentes jurídicos que atuarão nas unidades judiciárias de 1º grau do Estado. A capacitação inclui orientações sobre o Processo Judicial eletrônico (PJe), Sistema Eletrônico de Execução Unificado (Seeu), Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e noções sobre Tabelas Processuais Unificadas (TPU), com atividades até sexta-feira (17), das 8h às 13h, na sede da Ejap, em Macapá.
Ao longo do programa, as residentes jurídicas e os residentes jurídicos atuarão nas unidades judiciárias de 1º grau do Estado, sob a supervisão de magistradas, magistrados e equipes técnicas. Para esta primeira etapa, a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Amapá (CGJ/TJAP) designou servidoras e servidores para ministrar o curso básico sobre o manuseio dos sistemas processuais PJe e Seeu, além do sistema administrativo SEI.
A capacitação aborda ferramentas essenciais para a rotina jurisdicional e administrativa, como consulta processual, movimentação de ações, elaboração de minutas, emissão de documentos e acompanhamento de audiências. O treinamento também contempla o uso da plataforma voltada aos processos administrativos e, nas varas de execução penal, da ferramenta nacional responsável pelo controle de penas, benefícios e movimentações da execução penal.
O ministrante da capacitação, o servidor Danny Wadson, explicou que o curso foi planejado para apresentar aos residentes jurídicos as principais ferramentas digitais utilizadas na rotina das unidades judiciárias e administrativas. Segundo ele, o treinamento oferece uma base inicial para que os participantes compreendam os sistemas e iniciem as atividades com mais segurança.
“Este curso introdutório tem como objetivo familiarizar os residentes jurídicos com as interfaces dos sistemas que utilizarão em suas atividades. O propósito é fornecer a base teórica e prática necessária para que iniciem suas atividades nas unidades com o preparo adequado”, destacou Danny Wadson.
Para o residente jurídico, Evilásio da Costa Filho, a capacitação representa uma oportunidade de aprofundar conhecimentos técnicos e compreender melhor as ferramentas utilizadas na rotina do Poder Judiciário. Ele destacou que a orientação direta de profissionais do Tribunal contribui para tornar o aprendizado mais prático e seguro.
“Eu já tinha experiência prévia na advocacia e conhecimento básico sobre o PJe e outras plataformas, mas este curso é fundamental para ampliar minha capacitação técnica. Com a orientação de quem conhece a prática do Tribunal, o aprendizado se torna mais claro e contribui para o nosso desenvolvimento profissional”, afirmou o residente jurídico.
Mais sobre o Programa
Criado em 2023, o Programa de Residência Jurídica integra as ações do TJAP voltadas ao fortalecimento da formação profissional de bacharéis em Direito matriculados em cursos de especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado, bem como daqueles que concluíram a graduação há, no máximo, cinco anos. A participação não gera vínculo empregatício com o TJAP. Além disso, as residentes e os residentes não poderão exercer a advocacia nem possuir inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amapá (OAB/AP).
Após treinamento na Ejap, as aprovadas e os aprovados serão lotados em unidades judiciárias pelo Tribunal de Justiça do Amapá.

