Nesse novembro azul, vamos falar 10 coisas sobre essa doença que apresenta prevalência importante no sexo masculino.
O que é o câncer de próstata?
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum.
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
O que é a próstata?
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso).
A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata é responsável pela produção de parte do sêmen, que é um líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.
Quais fatores aumentam o risco da doença?
A idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 60 anos.
A presença de câncer de próstata em parentes próximos, como pai, irmão, antes dos 60 anos, pode refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos relacionados ao estilo de vida de risco de algumas famílias. O histórico familiar aumenta em pelo menos duas vezes o risco de câncer de próstata.
Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade) aumenta o risco de câncer de próstata avançado.
Os fumantes têm um risco aumentado de morte por câncer de próstata, ou seja, aqueles que desenvolvem a doença têm um prognóstico significativamente pior.
Quais os sintomas mais comuns?
Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, dor ao urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite, fluxo de urna interrompido com sensação de bexiga cheia, pode haver ainda presença de sangue na urina ou no semen). Ou seja, não quer dizer que a pessoa tendo os sintomas acima esteja com câncer de próstata, mas quando presentes devem ser investigados.
Na fase avançada, quando há disseminação da doença a outros órgãos, pode provocar sintomas de dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através da história clínica e achados no exame físico (toque retal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Após, são confirmados com biópsia prostática e/ou ressonância magnética.
Como é feito o toque retal?
Através desse exame pode se avaliar o tamanho, forma, textura da próstata e assim detectar lesões presentes ainda em seus estágios iniciais. Nesse exame, o médico introduz o dedo protegido com luva lubrificada na região do reto, fazendo a análise da glândula por completo.
O que é o PSA?
Este é um exame de sangue, nele se mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata (PSA). Níveis altos servem de alerta e devem ser investigados. Ele associado com alterações no exame de próstata ajudam na elucidação diagnostica.
Qual a importância do diagnóstico precoce?
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem-sucedido.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
No caso do câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).
O câncer de próstata tem cura?
A cura do câncer de próstata, assim como de outras neoplasias malignas, depende do estágio da doença. Por isso é importante o rastreamento, principalmente em pacientes com histórico de fatores de risco já mencionados acima.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende da localização e estágio da doença. Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos.
Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.
O tratamento mais adequado será indicado pelo médico especialista que está acompanhando o paciente.
Adaptado: Ministério da Saúde