Conforme dados da pesquisa desenvolvida pelo Euromonitor International, o Brasil é um dos maiores consumidores de refrigerantes em todo o mundo. De acordo com a Universidade de Harvard, nos EUA, a bebida é uma grande “vilã” da saúde por estar associada ao aumento do risco de morte prematura em decorrência do surgimento de doenças. A ingestão também prejudica a microbiota intestinal.
Atendendo em Brasília (DF), a coloproctologista Aline Amaro explica que o consumo frequente de refrigerantes pode provocar um desequilíbrio importante na microbiota intestinal, descrita como o conjunto de bactérias benéficas que vivem no intestino e participam diretamente da digestão, imunidade, metabolismo e até da regulação inflamatória do organismo.
A médica salienta que, quando há o excesso de bebidas como os refrigerantes na alimentação, especialmente de forma diária, ocorre a redução das bactérias consideradas “protetoras”. “Há um aumento de micro-organismos associados a processos inflamatórios. Isso pode favorecer sintomas como estufamento, gases, alteração do hábito intestinal e sensação de má digestão”, sustenta.
Segundo a especialista, algumas pessoas podem apresentar sensação de má digestão e até piora da constipação ou da diarreia em decorrência do do consumo exagerado ou constante de refrigerantes. A expert em cirurgia robótica pontua sobre o impacto da ingestão dessas bebidas não acontecer apenas no intestino.
“Hoje, sabe-se que a microbiota intestinal tem relação com diversas áreas da saúde, incluindo controle de peso, imunidade, saúde metabólica e até saúde mental. O problema é que os refrigerantes costumam entrar em um contexto alimentar mais inflamatório, associado ao excesso de ultraprocessados e baixa ingestão de fibras. O intestino acaba funcionando como um reflexo desse padrão alimentar”, defende Aline.
Na atuação em consultório, a coloproctologista ressalta ser comum observar pacientes que “melhoram significativamente os sintomas intestinais apenas reduzindo os refrigerantes”. Ela acrescenta que essa mudança positiva envolve o aumento do consumo de água, frutas, verduras e alimentos naturais.
Fonte: Metrópoles

