A morte do motociclista Cleuson Andrade Viana, de 39 anos, atingido por uma linha de pipa com cerol enquanto trafegava pela Avenida Santana, no bairro Paraíso, em Santana, provocou forte comoção entre familiares e reacendeu o debate sobre o uso de linhas cortantes, proibidas por lei, mas ainda comercializadas e utilizadas de forma irregular.
O acidente ocorreu na noite de terça-feira (30), por volta das 18h20. Cleuson seguia de motocicleta quando foi atingido pela linha, que provocou um grave ferimento no pescoço. Ele ainda tentou conter o sangramento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de 30 minutos depois.
Abalada, a esposa da vítima, Lenice Moreira, relembrou os últimos momentos ao lado do marido e destacou que ele saiu de casa para trabalhar sem imaginar que seria a última vez que a família o veria com vida.
“Meu marido era um homem excepcional, um pai amoroso e cuidadoso. Era meu braço direito para tudo. Saiu para trabalhar feliz, veio almoçar em casa e retornou ao serviço. Na volta, infelizmente, não conseguimos mais tê-lo em vida”, lamentou.
Ela também cobrou uma atuação mais rigorosa das autoridades na fiscalização da venda de linhas com cerol e linha chilena, materiais cuja comercialização e uso são proibidos devido ao alto risco de acidentes.
“Espero que os órgãos competentes tomem uma posição firme contra os estabelecimentos que vendem essas linhas, que estão tirando vidas. Meu marido não pode ser apenas mais uma estatística”, afirmou.
Lenice ainda fez um apelo aos pais para que orientem os filhos sobre os perigos da prática.
“Tenho um filho de 16 anos e nunca permiti que ele empinasse papagaio, porque sei dos riscos. Outros pais também precisam ter essa responsabilidade. Hoje, meus filhos perderam o pai, minha sogra perdeu um filho e os irmãos perderam um irmão. É um luto que machuca e deixa uma dor que nunca será esquecida”, declarou.
O caso reacende o alerta para os riscos provocados pelo uso de linhas com cerol e linha chilena, que representam perigo principalmente para motociclistas e ciclistas. A legislação brasileira proíbe a fabricação, comercialização e utilização desses materiais, prevendo punições para quem descumprir a norma.
Se desejar, posso transformar o texto em uma reportagem mais aprofundada, incluindo informações sobre a legislação, penalidades e estatísticas de acidentes provocados por linhas com cerol no Amapá.

