Com a chegada do verão amazônico, marcado por dias mais ensolarados e temperaturas elevadas, especialistas alertam para o aumento dos problemas de pele causados pela intensa exposição aos raios solares. Entre eles, a acne solar tem se tornado uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos, especialmente em estados como o Amapá, onde o clima quente e úmido favorece o aumento da oleosidade da pele.
Além de causar desconforto estético, a exposição excessiva ao sol também eleva o risco de queimaduras, envelhecimento precoce da pele e doenças mais graves, como o câncer de pele. Por isso, dermatologistas reforçam que o uso diário de protetor solar deve fazer parte da rotina, mesmo em dias nublados.
A dermatologista Simone Sá explica que as características climáticas do Amapá criam um ambiente propício para o surgimento da acne solar, exigindo cuidados constantes com a pele.
“A acne pode ser classificada em quatro graus. O primeiro aparece como pequenas bolinhas, geralmente na região T do rosto, que compreende testa, nariz e queixo. O segundo grau apresenta lesões avermelhadas com presença de pus. O terceiro corresponde às chamadas espinhas carnais, maiores, doloridas e nodulares. Já o quarto grau reúne essas lesões em áreas maiores e mais extensas da pele”, detalha a especialista.
Segundo a médica, a principal causa da acne solar é a combinação entre exposição prolongada ao sol, aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas e inflamação da pele. Fatores hormonais e predisposição genética também contribuem para o desenvolvimento da doença.
“O clima do Amapá favorece o aparecimento da acne. Em ambientes quentes e úmidos como os nossos, o calor faz com que as glândulas sebáceas produzam mais óleo, aumentando a oleosidade da pele e facilitando o surgimento das lesões”, explica Simone Sá.
Ela destaca ainda que o tratamento deve ser iniciado logo nos primeiros sinais da doença e sempre com orientação médica, evitando o agravamento do quadro e a formação de cicatrizes permanentes.
A dermatologista orienta que alguns cuidados simples podem reduzir significativamente os riscos de desenvolver acne solar e outras doenças relacionadas à exposição ao sol:
Rede pública amplia atendimento dermatológico
Além das orientações preventivas, a população do Amapá passou a contar com um novo serviço especializado na rede pública de saúde. O Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) passou a realizar pequenas cirurgias dermatológicas para retirada de lesões suspeitas de câncer de pele.
O objetivo é acelerar o diagnóstico precoce e permitir que pacientes com alterações suspeitas sejam encaminhados rapidamente para tratamento especializado, aumentando as chances de cura.
Os procedimentos são realizados por dermatologistas da unidade e contemplam a retirada de sinais, manchas e pequenas lesões que apresentam características compatíveis com câncer de pele ou outras doenças dermatológicas.
Especialistas orientam que qualquer ferida que não cicatriza, manchas que mudam de cor, tamanho ou formato, ou lesões que sangram facilmente devem ser avaliadas por um profissional de saúde o quanto antes.
Como acessar o serviço
Para ser atendido no CRDT, o paciente deve procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde será avaliado por um clínico geral. Caso haja necessidade, será emitido um encaminhamento para atendimento especializado.
Com o documento em mãos, o agendamento deve ser realizado em uma unidade do Super Fácil, responsável por marcar a consulta e informar a data do atendimento no Centro de Referência em Doenças Tropicais.
O CRDT funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Professor Tostes, nº 2.212, em Macapá. As triagens dermatológicas são realizadas de segunda a quinta-feira, permitindo o diagnóstico precoce e o encaminhamento para tratamento adequado quando necessário.

