Às vésperas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) neste domingo (12), muitos alunos passaram a estudar mais durante a noite, na expectativa de não deixar nenhum conhecimento para trás. No entanto, trocar horas de sono pelos estudos pode ser prejudicial, alerta o Instituto do Sono.
A estratégia é errada e pode comprometer o desempenho cognitivo do aluno.
A restrição, mesmo que parcial de sono, tem impacto negativo na memória de trabalho e nas habilidades de pensamento estratégico, que são funções cognitivas associadas ao lobo frontal.
“Durante o sono, o cérebro decide o que vai consolidar na memória do que foi aprendido no dia anterior. Por isso, a privação de sono pode piorar o desempenho cognitivo”, destaca o pediatra Gustavo Moreira.
De acordo com o Instituto do Sono, pesquisadores norte-americanos compararam, em uma pesquisa realizada em 2015, o desempenho acadêmico e o padrão de sono de 364 alunos da Universidade de Auburn.
Eles constataram que, na véspera dos exames, mais de 80% costumavam dormir menos de 7 horas. O estudo, porém, concluiu que a maior duração de sono na noite anterior às provas estava relacionada a notas mais altas no curso.
O instituto destaca ainda que pesquisadores mexicanos realizaram um estudo, publicado em 2021 na revista Sleep Science, e observaram que, após privação de sono, os estudantes apresentaram redução do alerta, atenção sustentada e seletiva e ainda prejuízo nas suas funções executivas.
Para conseguir um desempenho melhor nos estudos, o médico Gustavo Moreira orienta os estudantes a sempre manter o mesmo horário de dormir, acordar, e de se alimentar. Celular e computador devem ser evitados à noite, assim como estimulantes como café, chás, chocolate ou energéticos.
Com informações da Agência Brasil

