Em vídeo postado às 21h15 da noite de sábado, (02), o governador Waldez Góes (PDT) informou que ficará no governo até o final de seu mandato e, justificou dizendo: “O Amapá vive um momento único de retomada pós-pandemia. E eu acredito que vamos terminar o ano de 2022 em um novo patamar de desenvolvimento econômico e social, assegurando bases sólidas para que os próximos anos sejam de muito progresso para o nosso Estado. Acredito que experiência e capacidade de liderança são fundamentais para conduzir essa reconstrução e, portanto, anuncio minha permanência no governo até o fim do mandato”.
Nos bastidores os comentários é que a decisão se dá em virtude de acordos políticos firmados com o senador Davi Alcolumbre (DEM), que tem usado de influência para segurar processos que tramitam contra Waldez Góes nas instâncias superiores da Justiça e chantageou Waldez para que ele permanecesse no mandato.
Davi fala, inclusive em reuniões abertas, que tem influência, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) como na Procuradoria Geral da República (PR) e cita como exemplo o caso dos consignados, onde Waldez foi condenado a mais de seis anos de prisão em regime fechado. O governador recorreu e o processo está parado no STF.
Waldez seria um forte opositor de Davi se lançasse sua candidatura ao senado, com a desistência terá que carregar a candidatura de Clécio ao GEA e da reeleição de Davi ao senado. Tanto Clécio quanto Davi têm enfrentado forte rejeição. Davi por conta das inúmeras denúncias e Clécio por iniciar uma campanha fazendo turismo pelos municípios, sem voltar a dar aulas, já que é funcionário do Estado, e sem dar as caras no senado, onde é lotado como assessor de Davi.
A militância, que esperava uma candidatura de Waldez ao Senado, ficou revoltada, surgindo um movimento dentro do partido para que ninguém vote em Clécio nem em Davi Alcolumbre, que serão os candidatos oficiais do Setentrião.
Ao permanecer no governo e abrir mão de uma candidatura ao Senado, Waldez coloca em risco seu futuro político, pode sepultar a carreira no Amapá e, acaba jogando um balde de água no desejo de Jaime Nunes governar o Amapá por nove meses, implantando seu modelo de gestão.
Pessoas próximas de Jaime Nunes informaram que ele de certa forma já esperava por essa atitude do governador Waldez e desde o início do ano tem feito corpo a corpo e conversando com lideranças políticas do Amapá.
A pré-candidatura de Jaime Nunes ao GEA tem crescido e ganhado adeptos diariamente. Analistas políticos tem afirmado que Jaime pode crescer mais ainda com o andamento da campanha.

