O Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP), realizou uma vistoria na Polícia Técnico-Científica (Politec), na Zona Norte de Macapá nesta sexta-feira (23), onde contrastou que a necropsia de cadáveres vem sendo feita numa área ao ar livre.
Segundo a fiscalização, a sala onde o procedimento deveria ser feito não possui exaustor de ar fresco para a mesa de autópsia fazendo o ambiente ficar com odor muito desagradável.
Alinda segundo o CRM, só há duas mesas para a realização da necrópsia e quando há mais de 2 cadáveres a sala é utilizada sem o sistema de exaustão. Durante a fiscalização havia dois corpos em decomposição no chão.
Eduardo Monteiro, presidente do CRM-AP relatou que um escâner para identificação de projéteis de arma de fogo também foi achado inoperante no local.
“Esse equipamento foi doado pelo governo federal e, segundo informações, ele está há mais de 6 anos e nunca foi instalado. Está abandonado e provavelmente nem consiga mais funcionar”, relatou.
Outras condições precárias de trabalho também foram encontradas como infiltrações, fiação elétrica exposta, todos extintores de incêndio com data de validade vencida em 2015, falta de insumos e materiais para exames.
Confira a íntegra do posicionamento da Politec:
A direção da Polícia Científica do Amapá informa que está na fase final de contratação de uma empresa que realizará reformas no prédio da instituição em Macapá.
Já existe um cronograma de serviços prioritários, como alguns setores que necessitam de um novo sistema elétrico.
Sobre o scaner, o aparelho apresentou problemas e precisa da substituição de peças. A empresa que faz a manutenção encomendou todo o material para o conserto em outro estado e aguarda a chegada.
A direção da Polícia Científica também esclarece que a Sala de Necropsia funciona normalmente e possui exaustor de ar para a eliminação de odores.
O diretor da Polícia Cientifica Salatiel Guimarães afirma que está disponível para prestar todas as informações necessárias ao Conselho Regional de Medicina.

