O batedor de açaí Marinado Melo, diz que o grupo atribui a alta do valor ao surgimento de grandes indústrias interessadas no transporte do açaí para fora do país.
O aumento do preço tende a elevar ainda mais com a chegada das indústrias flutuantes, que fazem a coleta e beneficiamento direto com o ribeirinho.
“As grandes indústrias começaram a fazer as exportações para o mercado internacional e é em dólar, não tem como o governo bloquear. Então nós queremos que isso venha de forma programada e para que o produto não falte na mesa do consumidor”, relatou.
O grupo de batedores reivindica que haja maior fiscalização nos preços que são repassados aos vendedores autônomos.
“Hoje o preço [da saca] do açaí aqui tá R$ 320, e lá no Pará tá R$ 360. Lá está em torno de R$ 28 a R$ 30 reais o preço final, aqui já estamos chegando a R$ 20”, detalhou Melo.

