A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) prendeu em flagrante dois homens, de 18 e 24 anos, suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante uma operação realizada na noite de terça-feira (14), nos bairros Renascer e Pantanal, na Zona Norte de Macapá.
De acordo com o delegado adjunto da Denarc, Kleyson Fernandes, a ação foi resultado de uma investigação que revelou a existência de um esquema de distribuição de entorpecentes comandado por um detento do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A organização criminosa atuava principalmente nos bairros Pantanal, Renascer, Infraero e São Lázaro.
Durante as diligências, os investigadores identificaram um imóvel utilizado como depósito de drogas, localizado no bairro Pantanal e que funcionava como uma reciclagem. No local, foi preso o suspeito de 24 anos, apontado como responsável por armazenar os entorpecentes.
As investigações também revelaram que o homem de 18 anos era encarregado da distribuição das drogas, utilizando uma motocicleta para agilizar as entregas aos compradores.
“Conseguimos identificar toda a logística utilizada pelo grupo criminoso, desde o armazenamento até a distribuição dos entorpecentes. Com isso, foi possível realizar a prisão em flagrante dos envolvidos”, destacou o delegado Kleyson Fernandes.
Durante a operação, os policiais apreenderam aproximadamente um quilo de drogas, entre maconha e cocaína, além de balanças de precisão, materiais utilizados para embalar os entorpecentes e a motocicleta empregada nas entregas.
Segundo a Denarc, o interno do Iapen apontado como líder do esquema criminoso já foi identificado e também responderá criminalmente pelos fatos investigados.
O delegado informou ainda que o suspeito de 24 anos já cumpria pena pelo crime de tráfico de drogas e voltou a atuar na atividade criminosa, o que reforçou o pedido de prisão preventiva apresentado pela autoridade policial.
Os dois presos foram encaminhados para audiência de custódia e permanecerão à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar as apurações sobre o esquema de tráfico comandado de dentro do sistema prisional.

