Um homem de 46 anos foi preso no município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, suspeito de agredir fisicamente a companheira, de 42 anos. O casal, ambos indígenas, convivia há 23 anos e residia na Aldeia Manga, localizada na região indígena do município.
A prisão foi realizada nesta semana por equipes da Polícia Civil durante a segunda fase da Operação Mulher Segura, iniciativa voltada ao combate à violência doméstica e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres em todo o estado. A identidade do suspeito não foi divulgada.
De acordo com a Polícia Civil, o caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma denúncia anônima. Após receber as informações, os policiais se deslocaram até a comunidade indígena, onde constataram indícios de que a vítima havia sido agredida.
Em depoimento, a mulher relatou ter sofrido pelo menos dois episódios de violência física praticados pelo companheiro. A agressão mais recente teria ocorrido quatro dias antes da ação policial.
A vítima e o suspeito foram conduzidos ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado Bruno Almeida, responsável pelo caso, foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos.
“A vítima e o agressor, ambos indígenas, foram conduzidos ao Ciosp. Durante o depoimento, a mulher, de 42 anos, informou que foi agredida fisicamente em duas ocasiões pelo companheiro, com quem mantém união há 23 anos. Ela também solicitou medidas protetivas de urgência. O investigado optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório e foi indiciado pelo crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher”, informou o delegado.
Após os procedimentos na delegacia, o suspeito permaneceu preso e deverá passar por audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
A Operação Mulher Segura tem como objetivo intensificar ações de prevenção, investigação e repressão aos crimes de violência doméstica e familiar, além de garantir atendimento especializado às vítimas e assegurar a aplicação das medidas previstas na Lei Maria da Penha.

