A Polícia Civil do Amapá prendeu nesta terça-feira (23), no bairro Cidade Nova, em Macapá, uma mulher condenada pelo crime de estelionato. A ação foi coordenada pela equipe da 8ª Delegacia de Polícia da Capital.
Segundo as investigações, a condenada atuava em conjunto com o marido na aplicação de golpes por meio de anúncios falsos de serviços de buffet, decoração e organização de eventos divulgados nas redes sociais. As vítimas eram atraídas por ofertas aparentemente vantajosas, realizavam pagamentos antecipados e, posteriormente, não recebiam os serviços contratados.
O caso começou a ser investigado após uma denúncia registrada em dezembro de 2021. Na ocasião, uma vítima contratou um serviço de buffet para uma festa e efetuou parte do pagamento via PIX. Próximo à data do evento, foi convencida a quitar o valor restante. Após receber o pagamento integral, a suspeita bloqueou todos os contatos da cliente e desapareceu sem prestar o serviço.
Durante as apurações, a mulher confessou os crimes e revelou que utilizava perfis falsos em redes sociais e linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros para dificultar sua identificação. As negociações eram realizadas principalmente por aplicativos de mensagens.
De acordo com a Polícia Civil, a investigada admitiu ter aplicado golpes em mais de 13 pessoas, causando prejuízos que variavam entre R$ 250 e R$ 750. Além disso, existem mais de 15 boletins de ocorrência registrados contra ela pelo mesmo tipo de crime, resultando na instauração de diversos inquéritos policiais e processos judiciais.
O delegado Alan Moutinho alertou a população para os riscos de contratações realizadas exclusivamente pela internet e recomendou que consumidores verifiquem a existência de empresa formalizada, pesquisem a reputação dos prestadores de serviço e desconfiem de preços muito abaixo dos praticados no mercado.
Após a prisão, a condenada foi encaminhada para audiência de custódia e, posteriormente, será transferida para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde permanecerá à disposição da Justiça.

