Uma operação integrada das forças de segurança do Amapá resultou na apreensão de aproximadamente seis quilos de cocaína e na prisão em flagrante de dois homens suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Macapá. A ação mobilizou equipes da Coordenadoria de Inteligência e Operações Policiais (CIOP), Grupamento Tático Aéreo (GTA), Companhia de Operações Especiais (COE) e Canil do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).
A operação teve início na sexta-feira (19), após o serviço Disque Denúncia da CIOP receber informações sobre uma remessa de entorpecentes que estaria sendo transportada de Belém, no Pará, para o Amapá. A partir da denúncia, os agentes de inteligência iniciaram o monitoramento da possível rota utilizada pelos criminosos e montaram uma força-tarefa para interceptar a carga.
As primeiras informações apontavam que a droga chegaria ao município de Santana por meio de uma embarcação. Com isso, equipes policiais foram deslocadas para os portos da cidade e passaram a monitorar a movimentação de passageiros e cargas. Apesar do trabalho de vigilância, os investigadores não conseguiram identificar o responsável pelo transporte do entorpecente naquele momento.
No decorrer das diligências, uma nova denúncia alterou o rumo da operação. As informações recebidas indicavam que a embarcação atracaria no Porto das Pedrinhas, em Macapá. Imediatamente, as equipes foram reposicionadas para o local e passaram a acompanhar a chegada dos passageiros desembarcados.
Durante a madrugada, os policiais identificaram um homem que correspondia às características descritas nas denúncias. Após deixar a embarcação, ele embarcou em um veículo de transporte por aplicativo e passou a ser monitorado pelas equipes de inteligência.
A abordagem foi realizada por agentes do GTA com apoio do Canil do BOPE. Durante a revista, os policiais localizaram uma mala contendo seis tabletes de uma substância com características semelhantes à cocaína. Após testes preliminares, a suspeita foi confirmada.
Segundo informações da polícia, o homem assumiu ser o responsável pela droga e revelou que o entorpecente seria entregue a outro indivíduo que aguardava a chegada da carga em uma residência localizada na Rua Galibis, no bairro Muca, zona sul da capital.
Com as informações obtidas, as equipes seguiram até o endereço indicado. Ao perceber a presença policial, o segundo suspeito teria tentado destruir um aparelho celular e fugir da residência, possivelmente para eliminar provas e dificultar o avanço das investigações. No entanto, ele foi rapidamente contido pelos agentes.
Durante as buscas realizadas no imóvel, os policiais encontraram diversos materiais que, segundo a investigação, eram utilizados para o armazenamento, preparo e distribuição de drogas. Foram apreendidos uma balança de precisão, materiais para embalagem e fracionamento de entorpecentes, quatro aparelhos celulares, dois relógios e uma pequena quantia em dinheiro.
De acordo com estimativas das forças de segurança, a carga apreendida está avaliada em aproximadamente R$ 300 mil no mercado ilegal de drogas. A apreensão representa um prejuízo significativo para organizações criminosas que atuam no tráfico de entorpecentes na região.
Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia e servirá de base para o aprofundamento das investigações. A polícia busca agora identificar possíveis integrantes da rede criminosa responsável pelo transporte, distribuição e comercialização da droga no estado.
Os dois suspeitos foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e conduzidos ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval, onde foram realizados os procedimentos legais. Posteriormente, eles ficaram à disposição da Justiça.
Material apreendido:
Aproximadamente 6 quilos de cocaína;
1 mochila preta;
1 balança de precisão;
Material utilizado para embalagem e fracionamento de drogas;
2 relógios;
R$ 36 em dinheiro;
4 aparelhos celulares.
A Polícia Civil e os demais órgãos de segurança reforçam a importância das denúncias anônimas para o combate ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas, destacando que informações repassadas pela população têm sido fundamentais para o sucesso de operações de grande impacto no estado.

