Médica, mãe de quatro filhos e ex-primeira-dama de Macapá afirma que está “pronta para cuidar do Amapá” e promete uma atuação mais humana e próxima da população
A médica Rayssa Furlan oficializou neste domingo (10) sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Amapá e movimentou o cenário político do estado ao voltar a colocar seu nome na disputa por uma das vagas mais importantes da política nacional. Presidente estadual do Podemos, Rayssa utilizou as redes sociais para anunciar a decisão e compartilhar uma mensagem marcada por emoção, fé e compromisso com a população amapaense.
Aos 39 anos, mãe de quatro filhos e conhecida pela forte atuação em projetos sociais e de saúde, Rayssa afirmou que toda sua caminhada pessoal e profissional a preparou para este novo desafio.
“Eu estou pronta! Pronta para cuidar do Amapá e para lutar por um futuro mais digno para o nosso povo. Por isso, hoje, oficializo a minha pré-candidatura ao Senado Federal. Tudo o que vivi até aqui me preparou para construir uma política mais humana, próxima e feita com cuidado”, afirmou.
O anúncio rapidamente repercutiu entre apoiadores, lideranças políticas e moradores do estado, principalmente por reacender uma possibilidade histórica: a de o Amapá eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Senado Federal.
Uma trajetória construída entre a medicina, o cuidado e a política
Antes mesmo de entrar oficialmente na política partidária, Rayssa já era conhecida pelo trabalho desenvolvido na área da saúde. Médica de formação, ela ganhou ainda mais visibilidade durante o período em que atuou como primeira-dama de Macapá, ao lado do prefeito da capital, fortalecendo ações sociais e iniciativas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade.
Entre os projetos que mais marcaram sua atuação está a criação da primeira Clínica Escola do Amapá voltada ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O espaço se tornou referência para famílias que buscavam atendimento especializado e acompanhamento multidisciplinar para crianças atípicas.
Além disso, Rayssa também coordenou campanhas humanitárias em momentos delicados vividos pelo estado. Uma das mais conhecidas foi o SOS Bailique, mobilização que levou água potável e assistência para moradores das comunidades afetadas pela crise hídrica no arquipélago.
Aliados afirmam que a médica construiu sua imagem pública baseada no acolhimento, no diálogo e na defesa de causas sociais, características que ela pretende levar para Brasília caso seja eleita.
Segunda tentativa ao Senado
Esta não será a primeira vez que Rayssa disputa uma vaga no Senado. Em 2022, ela surpreendeu o cenário político ao conquistar cerca de 174 mil votos, alcançando 42,5% dos votos válidos e terminando a disputa em segundo lugar.
O desempenho expressivo consolidou seu nome entre as principais lideranças políticas do estado e fortaleceu a base de apoiadores que agora volta a acompanhar sua caminhada rumo às eleições de 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que Rayssa chega ainda mais fortalecida para a nova disputa, principalmente por já possuir experiência eleitoral, forte presença popular e atuação consolidada em pautas sociais.
A força feminina na política amapaense
A possível eleição de Rayssa Furlan também carrega um peso simbólico importante para o estado. Desde que o Amapá passou a ter representação própria no Senado, em 1990, nenhuma mulher ocupou uma cadeira na Casa.
Caso vença a eleição de 2026, ela se tornará a primeira senadora eleita da história do Amapá, quebrando uma tradição política marcada exclusivamente pela presença masculina.
A pré-candidata afirma que deseja ampliar a participação feminina nos espaços de poder e acredita que mulheres podem contribuir para uma política mais sensível às necessidades da população.
Com o anúncio, o cenário eleitoral para o Senado começa a ganhar novos contornos no Amapá, e o nome de Rayssa Furlan passa, mais uma vez, a ocupar o centro das discussões políticas no estado.

