Questões em torno da masturbação feminina são, ainda hoje, polêmicas. Isso porque o sexo continua sendo assunto tabu na nossa cultura, em qualquer idade, gênero e forma de viver o amor e o prazer a dois.
Esclarecer dúvidas, como sempre digo por aqui nas nossas colunas, pode ser um dos primeiros passos para lidar com esse tema de forma cada vez mais saudável, responsável e, é claro, prazerosa.
Vamos então a cinco questões, extraídas de um dos meus livros e que respondo com frequência nas palestras e ações para o mundo jovem que faço pelo Brasil agora. São elas:
1. Não sinto falta de me masturbar. Sou normal?
Claro que sim. Não é obrigatório que todas as pessoas gostem de se masturbar. A masturbação pode ser altamente saudável e prazerosa para a vida de qualquer um, mas desde que a pessoa se sinta a fim e à vontade para viver essa prática.
2. Qual é a frequência ideal para a masturbação?
Não há uma frequência ideal para nenhum tipo de prática sexual. Cada pessoa tem o seu ritmo e deve respeitá-lo. Essa será a sua frequência ideal.
3. Quando feita a dois, a masturbação transmite alguma doença?
Em geral, não. A não ser em casos em que o casal resolve compartilhar brinquedos eróticos, por exemplo. Aí a dica é vestir uma camisinha no brinquedo e trocá-la a cada pessoa que for usá-lo, evitando assim que o objeto transporte vírus e bactérias entre os genitais dos dois.

4. Só consigo gozar quando estou sozinha, me masturbando. Como eu faço para ter orgasmo com o meu namorado?
Uma dica é tentar levar para a relação a dois as maneiras de se estimular com as quais você mais obtém prazer sozinha. Tentar descobrir juntos novos jeitos de ter prazer pode ser outro bom caminho.
5. Durante a masturbação, quando fico tocando direto no clitóris, perco a sensibilidade nele e demoro muito a gozar. Por quê?
Se estimulado por um período muito longo, o clitóris entra em processo de amortecimento. Isso faz parte da fisiologia do corpo feminino. Não há como impedir.
Quando a estimulação estiver se alongando por muito tempo, sem levá-la ao orgasmo, a dica é mudar o tipo de carícia, trocar a posição ou estimular outras partes do corpo. Essa pequena pausa é suficiente para que, depois, você retome os toques no clitóris sem que perca a sensibilidade.
Fonte: Folha de São Paulo

