Jorge Messias foi rejeitado pelos senadores para ocupar a vaga em aberto no STF, o primeiro revés de um indicado à Corte desde 1894. Beleza. Mas, nas redes sociais, teve a maioria do seu lado: 63,7% das manifestações foram favoráveis ao chefe da AGU, cerca de 43,9 milhões de interações de apoio.
Os números são de um levantamento inédito da Ativaweb DataLab baseado em mais de 68,9 milhões de menções públicas em plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube. A análise considerou o período entre os dias 27 e 30 de abril, ou seja, das horas que antecederam a sabatina no dia 29 até o “day after” da votação.
Entre os principais termos associados ao apoio ao ministro, estão “injustiça”, “qualificado”, “perseguição”, “preparado”, “vítima” e “ataque político”.
Segundo o estudo, apesar de um crescimento expressivo de críticas após a sabatina – impulsionado principalmente pela circulação de vídeos, cortes e conteúdos opinativos -, o saldo final permaneceu positivo para Messias. As menções negativas e críticas ao processo político representaram apenas 24,5% das publicações, enquanto 11,8% foram neutras.
A análise identificou ainda o papel de perfis com alto alcance na amplificação das críticas. Conteúdos publicados por influenciadores e lideranças políticas, como Nikolas Ferreira, contribuíram para elevar o volume de manifestações negativas em momentos específicos, especialmente no dia da sabatina, que concentrou o maior pico de engajamento.
Do lado crítico, as expressões dominantes foram “politização do STF”, “indicação política” e “governo Lula”, direcionando os ataques mais à gestão petista do que a Messias.
De acordo com o estudo, São Paulo apresentou a maior densidade digital e capacidade de amplificação nacional das críticas, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Bahia e e Maranhão completam o top 5 dos estados.
Fonte: O Globo

