Marcia Seabra, metereologista do Inmet, aponta que o diferencial dessa tempestade é o deslocamento em direção ao continente, que acontecerá entre a tarde e a noite dessa terça-feira. “Já estamos com aviso laranja, com ventos de 100 km/h, mas devemos intensificar para vermelho porque os ventos podem ultrapassar em partes do Rio Grande do Sul”, diz.
A tempestade subtropical, apelidada Yakecan, é uma classificação abaixo do furacão, que apresenta ventos de mais de 120 km/h associados a outros fatores. Miguel Ivan, diretor do Inmet, diz que há a possibilidade da Yakecan chegar a esse nível, mas, por enquanto, a expectativa é de que não tenha essa evolução.
Ivan destaca que, para ganhar um nome, a tempestade deve ter relevância, mas que as condições do fenômeno ficarão mais claras com o passar dos dias. “Não significa que o ciclone chegará na costa. Pode ficar em alto mar”, ressalta.
O fenômeno terá início na noite desta segunda-feira (16/5) no Rio Grande do Sul. O maior impacto será nas cidades litorâneas, mas pode atingir municípios mais afastados da praia.
“Ele fica mais intenso na madrugada de amanhã [terça-feira], e, depois, se desloca para o mar”, diz. “É bem provável que ele se restrinja ao alto-mar. Mas, se por outro lado tiver uma mudança e os ventos aumentarem, ele pode seguir para a costa a partir dos próximos três ou quatro dias.”

