A primeira página do jornal falado ou lido estava contaminada.
Eram homens cobertos de joias para encobrir o caráter em farrapos.
Eram joias oriundas dos mais diversos acertos ou negócios realizados nos areais exóticos das arábias.
Era o inverno em gritos de espanto a explodir em chamas a Patagônia entregue aos mercadores de escravos.
Era a Venezuela sacodida em espasmos pelo roubo sem pausa do irmão continental, farsante contumaz disfarçado de democrata.
Eram sonâmbulos que se acreditavam amantes do progresso e da prosperidade a lançar resíduos contaminantes nos rios cristalinos e nos solos verdejantes da outrora civilização Atlante.
Era o descaso e a ganância com pesticidas envenenando os ares e os altares às margens das avenidas, das fazendas, das indústrias e dos conglomerados.
ERA O FARSANTE COM FALAS “PATRIOTÁRIAS” A COMETER ROUBO TOTALITÁRIO DE MINERAIS, ÁGUAS E TERRAS RARAS.
Eram mulheres… Mulheres irmãs, mães, amigas e filhas de tantas outras mulheres; mulheres namoradas, esposas, amigas, filhas e mães de tantos outros homens.
Mulheres agredidas pelo fato de serem mulheres…
Eram lobbys se assenhorando do que é público em benefício de alguns poucos, muito poucos – vulgo processo de privatização.
Eram escolas se transformando em abrigos remunerados para não professores / militares reformados.
Eram os avanços pedagógicos sendo pisoteados sem rubores em um festival de horrores comandado por políticos infratores.
Era a corrupção correndo solta em uma competição afoita entre inúmeras legendas, havendo sempre um conglomerado financeiro disposto a pagar proventos.
Era a corrida eleitoreira provocando páginas inteiras de rasteiras e escorregando para o “drible de vaca”.
Eram as mentiras as campeãs no relato de denúncias, as famosas Fake News transformando o cenário político em um eterno 1º de Abril.
Era Tupã mergulhado no Sol a resgatar o brado ao Sul de Sepé Tiaraju : “Esta Terra tem Dono”

