Advogado e pastor Lourenço Filho morre em Castanhal/PA, aos 51 anos
1. Falecimento. O advogado, pastor e empresário Lourenço Ferreira Rodrigues Filho, conhecido como Lourenço Filho, faleceu no dia 23 de julho de 2026, às 17h, na cidade de Castanhal, no Pará. Natural de Belterra (PA), onde nasceu em 8 de março de 1975, ele tinha 51 anos e deixa a esposa Selma Queiroz e os dois filhos do casal, Lourrane e Lourenço Neto.
Lourenço Filho era filho caçula do casal pastoral Lourenço Ferreira Rodrigues, falecido, e Maria Soares de Oliveira Rodrigues. Era irmão de Besaliel, Silas, Kelly, Ruth e Noeme.
A morte ocorreu após uma complicação pulmonar: ele havia viajado a Brasília com um princípio de pneumonia para trazer a Macapá uma carreta adquirida para a frota de sua autoescola e viajou no veículo com o motorista. Durante a viagem de volta, o quadro clínico se agravou. Ao chegar a Castanhal, foi internado às pressas e, após uma semana de tratamento intensivo, não resistiu a complicações colaterais.
2. Multivocação e trajetória. A carreira de Lourenço Filho, com sua inseparável esposa Selma, atravessava múltiplas áreas. Ele era bacharel em Direito e advogado com atuação predominante na área trabalhista. Defendia com entusiasmo a criação do Tribunal Regional do Trabalho do Amapá (futura 25ª Região), já que o estado ainda está subordinado à jurisdição do TRT da 8ª Região, sediado no Pará.
Recém-formado em Direito, foi nomeado assessor jurídico da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA), ao lado do conhecidíssimo Nestlerino Valente. Inclusive, estava preparando sua documentação para o processo de transposição para os quadros da União.
Também era bacharel e licenciado em Geografia pela Unifap, teólogo, pastor, compositor de música gospel, escritor e professor pós-graduado em Direito do Trabalho e especialista em Direito do Trânsito. Sua última publicação integra a obra coletiva “Direito do Petróleo no Amapá – Vol. II”, publicada pelo Ibepos/Os Semeadores (Brasília, 2025), vinculada ao programa de pós-graduação da Unifap/UFRJ. Quando tinha oportunidade, ministrava aulas sobre Direito do Trânsito e Geografia, embora tenha exercido a docência de forma limitada devido à dinâmica de suas múltiplas atividades.
3. Liderança religiosa e empreendedorismo. Como teólogo e pastor, liderava a Assembleia de Deus – Ministério Internacional, cuja sede, o Templo Jeovah Shallom, fica na Rua Antonio Vidal Madureira, nº 2297, no bairro Novo Horizonte, Zona Norte de Macapá.
Assumiu a presidência da referida igreja, sucedendo o irmão Pastor Besaliel Rodrigues, que precisou dedicar-se à vice-presidência da Convenção Ufiadap, cargo que ocupou por longos quinze anos, sendo presidente da referida corporação por dois mandatos (2014-2016 e 2018-2021).
No campo empresarial, atuava com a esposa e os filhos no ramo de formação de condutores, por meio da Autoescola Shakinah. O veículo que buscava em Brasília era um carro longo adaptado, que tinha como objetivo oferecer aos clientes a opção de obtenção da CNH Categoria E.
4. Repercussão imediata. O falecimento repentino gerou uma onda de condolências de familiares, amigos e lideranças religiosas do Amapá e de outros estados. O primeiro a se manifestar foi o reverendo pastor Iaci Pelaes, presidente da Assembleia de Deus no Amapá e da Convenção Confradap, à qual Lourenço Filho era filiado com sua igreja. Pelaes lembrou que foi professor do falecido no Ensino Médio, no Colégio CCA.
O pastor Raul Cavalcante, presidente da Assembleia de Deus de Imperatriz (MA), disse que foi muito amigo do pai de Lourenço Filho e manifestou consternação.
Também publicaram notas os pastores Dimas Leite e Gesiel Oliveira, da AD Zona Norte e Comadezon, além de lideranças do Conselho Estadual de Pastores, da OAB/AP, da Unifap, de Academias de Letras, dos municípios de Oiapoque, Tartarugalzinho, Porto Grande, de Santana.
Manifestações de solidariedade chegaram ainda de parentes, irmãos e amigos de diversos estados, tais como do Pará, do Piauí, Tocantins, Distrito Federal, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná.
O corpo de Lourenço Filho foi trasladado para Macapá, onde ocorreram as cerimônias de despedida e sepultamento. Em seu blog pessoal, o irmão mais velho, o advogado, pastor e professor Besaliel Rodrigues, publicou nota comunicando o falecimento e pedindo orações pela família enlutada.
DESTAQUES DA SEMANA
1- Lourenço Ferreira Rodrigues Filho, morte repentina e inusitada que surpreendeu a todos.
2- Ao lado da inseparável esposa Selma Queiroz, Lourenço Filho atuava em todas as áreas da vida.
3- Última foto (com IA) de Lourenço Filho tirada com a mãe e os irmãos, em maio, no Dia das Mães.
GESTÃO
Pastor Lourenço (Pai) de saudosa memória. O Pastor Lourenço Ferreira Rodrigues, pai do Pastor Besaliel Rodrigues, se vivo, teria hoje 79 anos de idade. Pastor Lourenço, como era conhecido, nasceu no Rio Grande do Norte em 08.01.1947 e morreu no Pará em 19.01.1998. Converteu-se ao evangelho e casou-se com Maria Soares no ano de 1970. Na vida secular era topógrafo e manobrista de máquinas pesadas da empresa EIT e atuou no sul do Pará, na região de Santarém. Lá, declinou da carreira secular e passou a se dedicar exclusivamente ao ministério pastoral nas seguintes localidades: Jacarecapá, Monte Alegre, Belterra, Baião, Afuá, Marapanim e Vigia. Na década de 1980, foi missionário na África.
O Pastor Lourenço teve com a esposa Pastora Maria Soares quatro filhos: Besaliel, Bezaisilas, Ana Kelly e Lourenço Filho. Depois, ainda teve Rute e Noeme. Além de pastor, foi compositor, radialista, teólogo, missionário e profícuo escritor, autor de diversos livros: 1- Doutrinas da fé cristã; 2- Por que a igreja pentecostal cresce; 3- A origem das raças; 4- A besta e o nº 666; 5- Numerologia cristã; 6- Missões na igreja primitiva.
ESPECIAL
Livro “Um Cais que abriga histórias de vidas: Sociabilidades conflituosas na gentrificação da cidade de Macapá (1943-1970)”. Autora: Verônica Xavier Luna. Brasília: Senado Federal, Série nº 278, 2020, 255p.
O percurso histórico desta região de vivência dos autóctones que, porventura, tornou-se o Território Federal do Amapá, foi marcado pela presença de diversos povos exógenos (franceses, ingleses, holandeses, irlandeses, espanhóis e portugueses). Desde os primórdios do processo de colonização das terras setentrionais do Brasil, a região Norte, no que se refere à Amazônia enquanto terra de florestas e de concentração ameríndia, foi concebida como espaço econômico possível apenas por meio de ocupação, ou seja, pela via da migração do homem branco considerado, todavia, como “civilizado”. Tal condição atingiu seu ápice com Marquês de Pombal, ao integrar a Amazônia à economia da metrópole, com o objetivo de ampliar e potenciar os cofres lusos… Uma de suas primeiras atividades foi ampliar o número de cidades e vilas na Amazônia. A estratégia do ministro lusitano consistiu em enviar migrantes das ilhas de Portugal para a Província do Grão-Pará, especificamente para a região do Amapá. Recorte da Contracapa.
REFLEXÃO
Exemplos de Orações Notáveis da Bíblia: Oração por confirmação. Juízes 6.16-17: “¹⁶ E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem. ¹⁷ E ele [Gideão] disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo.”.
A oração de Gideão em Juízes 6 envolve o questionamento do sofrimento de Israel, a confissão de sua própria fraqueza e o pedido de sinais com o velo de lã para confirmar o chamado de Deus. O texto mostra um diálogo sincero onde Gideão busca segurança na promessa divina de vitória.
O diálogo e o questionamento de Gideão perante Deus revelam: a) Dúvida inicial: Gideão pergunta ao Anjo do Senhor por que os midianitas oprimem Israel se Deus está com eles; b) Sentimento de incapacidade: Ele diz que sua família é a menor de Manassés e que ele é o menor na casa de seu pai; e c) Promessa de Deus: O Senhor responde que estaria com ele e que ele derrotaria os inimigos.
Os sinais rogados por Gideão nos ensinam que Deus não desiste de nós por causa de nossas dúvidas.
FICA A DICA
Legislação do Petróleo. A Lei nº 12.734/2012 e o Federalismo Fiscal Petrolífero – Parte I
Este diploma normativo nasceu com o propósito explícito de modificar as Leis nº 9.478/1997 e nº 12.351/2010, visando estabelecer novos critérios de partilha dos royalties e da participação especial devidos em razão da exploração de hidrocarbonetos fluidos, tanto no regime de concessão quanto no de partilha de produção. Isto representou o ápice de uma das maiores tensões institucionais e políticas do federalismo fiscal brasileiro.
A essência de sua proposta residia na desconcentração da renda petrolífera, reduzindo as parcelas historicamente destinadas aos Estados e Municípios confrontantes (produtores) para promover o rateio desses vultosos recursos entre todos os entes da Federação, por meio dos fundos de participação (FPE e FPM).
José Roberto Afonso diz que a disputa em torno desta lei reflete as disfuncionalidades crônicas do federalismo fiscal brasileiro, onde a rigidez das receitas correntes empurra os entes federados não produtores à busca predatória por fatias de rendas. Royalties do petróleo e federalismo fiscal no Brasil. São Paulo: IDP/Saraiva, 2012, p. 84.

