São dias de constantes alertas da defesa civil. Alertas Laranjas! O que pressupõe que virão chuvas com trovoadas e haverá risco para fortes temporais nas próximas horas em minha região. A orientação é para que eu fique atenta, esteja com os números para os quais possa pedir socorro em caso de ocorrências desastrosas ou perigosas. Além disso, a experiência e o bom senso dizem para que eu providencie baterias de celulares carregadas, lanternas, velas e fósforos disponíveis – um mergulho no universo analógico. Sem esquecer do banho tomado para dormir confortável.
Tudo muito objetivo e preciso, nem tanto, não se engane… Nessas ocasiões em que se enfrenta o céu riscado por relâmpagos e um show de estrondos atmosféricos é para ela, Santa Bárbara, que dirigimos nossos pensamentos e nossas súplicas buscando proteção.
Alguém poderá perguntar, o que tem a ver chuvas, trovões e relâmpagos com o cenário de escuridão desenhado? Simples, às vezes ainda nem choveu e a luz (a energia elétrica) já desapareceu. É a fragilidade do sistema de iluminação. Falo de Curitiba e sabe-se que Sampa também sofre de tal mal. Houve um tempo em que as equipes de restauração da energia surgiam rápido, atualmente é lento processo de agonia.
Como já disseram os poetas, “a mente voa”. Voa e não é à toa. Não posso deixar de interligar tais alertas com outro fato do momento, segundo semestre de 2026, AS ELEIÇÕES. Qual é o alerta para a atual situação? Alerta amarelo, laranja ou vermelho?
A que deve o eleitor ficar atento? Quais os temporais que estão a se aproximar? Quais as providencias que deve tomar? A quem pedir socorro e proteção? Assim fiquei a cismar enquanto as nuvens se aproximavam e a chuva em gargalhadas derramava sua acelerada urgência de inundar todo o cenário.
A observação de décadas me leva a crer que o fator que está no início dos temporais e furacões que assolam municípios, estados e o país tem sua origem na falta de educação política. Não estou falando de indução ideológica (lavagem cerebral) que classifica as pessoas como esquerda ou direita, comunista ou cristão (rótulos por si só já são uma besteira). Estou falando de saberes práticos de cidadania, por exemplo, será que a maioria dos eleitores tem consciência de que o político governa porque ele eleitor o elegeu? Foi o voto do eleitor que empoderou ou empossou X ou Y nos cargos que ocupam. Será que o eleitor consegue sair das bolhas e olhar o que aconteceu e acontece, ouvir outras opiniões, pensar, analisar e principalmente fugir das mentiras que hoje infestam as redes, tipo mosquitos antes de cair a chuva? Aliás, disso tenho certeza, o furacão que atinge a política, as eleições, chama-se Fake News. É o maior perigo. É o monstro de mil cabeças, a Hidra de Lerna da atualidade.
O MONSTRO DE MIL CABEÇAS

