As novas gerações, influenciadas por seus professores gramscistas, foram ensinadas a pensar que o estado age em nome do povo e que, portanto, todo poder emana do estado, que age pelo bem do povo. Essa falácia não deu certo nos 70 anos de poderes divinos do estado soviético. Lá, a democracia não havia podido se manifestar.
Porque a democracia põe o estado a seu serviço. Ainda não se encontrou sistema com menos defeitos. Como a mão invisível do mercado, a democracia tem um regente invisível, que se manifesta pela vontade do povo, que corrige as desafinações da orquestra e faz voltar a harmonia. Todo poder emana do povo é diferente de “todo poder emana do estado”. O maior bem da democracia é a Liberdade. Quem não preza a sua liberdade, quem se entrega ao estado para reger a sua vida, ainda não se preparou para a cidadania, viver a democracia.
Aqui no Brasil em todo discurso nos três poderes, está a palavra democracia, pronunciada com a mesma frequência com que um sedento usa a palavra água. as ela só é praticada afinada com a vontade da maioria. Mas como podem ouvir a manifestação do povo os que vivem isolados dele? São os que evitam a praia, a padaria, o restaurante, o shopping, o avião, o estádio, porque temem o povo. Se estão isolados nas suas redomas, já não seria a hora de se perguntarem por que temem o povo?
Alexandre Garcia
Jornalista com décadas de atuação na TV e rádio, como apresentador, repórter, comentarista e diretor de jornalismo.