A polêmica revogação dos efeitos do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun, dos Estados Unidos, ganhou um novo capítulo. Segundo o jornal norte-americano The Times, a decisão de liberar o jogador para a partida contra a Bélgica, pelas oitavas da Copa do Mundo, foi tomada somente por Mohammad Al Kamali, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa.
Ainda de acordo com o veículo, Al Kamali não consultou outros membros do comitê antes de revogar a suspensão de Balogun. Embora a entidade permita que processos sejam julgados por um único integrante, não é comum que casos de grande impacto não passem por mais membros.
Presidente da Fifa, Gianni Infantino havia declarado anteriormente que os órgãos judiciais, como o Comitê Disciplinar, atuam de forma independente da entidade máxima do futebol.
“Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado”, disse Infantino, em nota oficial.
Suspensão de cartão vermelho de Balogun
Folarin Balogun foi expulso da vitória dos Estados Unidos por 2 x 0 sobre a Bósnia, pela fase de 16 avos da Copa do Mundo. A suspensão automática, por causa de uma entrada dura em um adversário, deveria ter sido cumprida no jogo contra a Bélgica, pelas oitavas de final. No entanto, a Fifa revogou os efeitos do cartão vermelho e o atleta esteve em campo para o confronto contra os belgas.
Segundo a Fifa, em aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, a execução da suspensão automática de uma partida de Balogun fica suspensa por um período probatório de um ano. A decisão foi divulgada no último domingo (5/7), após ligação de Donald Trump a Gianni Infantino, presidente da Fifa. Na ocasião, Trump pediu a suspensão do cartão vermelho do atacante.
A Bélgica recorreu da decisão que suspendeu o cartão vermelho de Folarin Balogun. Contudo, a Fifa rejeitou o recurso da federação antes de a bola rolar entre a seleção belga e a norte-americana.
O suposto envolvimento do governo dos Estados Unidos no caso repercutiu negativamente em outros âmbitos. Glenn Micaleff, comissário da União Europeia para o Esporte, criticou o episódio. Em publicação na rede social X, Micallef afirmou que decisões esportivas na Copa do Mundo não podem ter interferências de líderes políticos.
Dentro de campo, Balogun não conseguiu fazer a diferença devido à boa marcação da Bélgica. Os Diabos Vermelhos venceram o duelo por 4 x 1, avançaram para as quartas da Copa do Mundo e deixaram os Estados Unidos pelo caminho.
Fonte: Metrópoles

